Citação

"Só queria que você soubesse que tudo aquilo que aprendeu comigo não vai ser fácil de encontrar nos livros e em outros corpos sem direção... E não vai achar em nenhum lugar encaixe tão complexo assim! Quando a noite passar e tudo acabar, eu estarei aqui"
Strike
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terça-feira, 18 de agosto de 2020

Quando não existem “meios termos”

Temos medo da mudança, apesar dela ser extremamente necessária! Mudanças nos tiram da nossa zona de conforto, nos move! E devemos mover, mesmo com medo. O tempo mostrará que nada é tão avassalador assim, e nenhum fardo será maior do que nossas forças. Somos muito mais capazes do que imaginamos! 


Um conselho bastante genérico, não é? Se encaixa em praticamente qualquer âmbito de nossas vidas, mas aqui focarei nos relacionamentos (como de praxe por aqui!). 


Sair da nossa zona de conforto do relacionamento estável e pacífico é um desafio impressionante! Pior cenário que esse é embarcar em novas aventuras, aventuras aparentemente promissoras, que podem render frutos... Será mesmo!?? (Típica perguntinha ordinária).

Sair da posiçao de apaixonante para apaixonado. É assustador! 


Acho que todos já estivemos nessa posição, e nos sentimos perdidos... As intenções do outro é terra que não habitamos, que não conhecemos, e ficamos a deriva... Vulneráveis principalmente às expectativas. 


Há dois caminhos possíveis: 

Ou você se blinda, ou você se entrega. Não consigo pensar em “meios termos”. 


Certamente que não é uma escolha simples, uma vez que o que está em jogo de mais importante é a nossa felicidade e paz de espírito. 


Queremos viver a felicidade em constância, mas nossa mente trabalha no caminho oposto, com o intuito de “nos proteger” dos nossos próprios anseios, uma vez que tudo é tão novo e desconhecido - mesmo que alguma vez já tenha vivido algum estado de paixão, quando ela acontece com outra pessoa, é tudo novo, de novo! 


Decida se você prefere viver o momento intensamente, independente de qualquer outra coisa, ou se prefere pisar no freio, e não saber o que poderia ter acontecido se tivesse ido beber dessa água com “sede ao pote”! 


Vida é tentativa e erro! É se arriscar! E arriscar é viver! 

Podemos sofrer igual dois cachorros, mas podemos ter experiências únicas e ineditas! 


E na pior das hipóteses, amanhã fará dois dias! ✌️


Att.,

Ruth Cecily

sábado, 22 de dezembro de 2018

CATARSE




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Virar a página é um grande desafio. Com ele vem o foco, a disciplina, a determinação e desapego. Não é nada fácil, mas é necessário.

Toda história tem certamente um começo, um meio, o climax (ou vários), e um fim. O desfecho pode ser um feliz pra sempre, ou literalmente um basta, um término, um nunca mais, ou um até breve, com aquele gostinho de que no futuro pode ter mais. Mas a questão é - não se estabelece o fim. O desfecho é inevitável, e as consequências dele já não fazem parte da mesma história. 

Confesso que aqueles que conseguem seguir em frente, assumir o fim e continuar vivendo, e vivendo bem, é o resultado de grande maturidade e clareza de vida. É uma evolução realmente impressionante. Mas porque não somos capazes de alcançar isso? O ser humano de modo geral tende a ser afetado e fragilizado demais. Não é pra menos... As "cacetadas" que a vida dá somente torna tudo mais difícil. 

Se aceita um conselho de quem não tem absolutamente nenhuma "expertise" no assunto, mas que procura sempre melhorar seu estado de espírito - uma vez que a única pessoa plenamente responsável pela nossa felicidade somos nós mesmos - ajude a se ajudar! Mas dedique-se mesmo a isso! Não se sabote. Não ceda ao medo, não ceda a fraqueza, se esforce. E confie no tempo. É clichê, mas ele realmente cura todas as feridas - ou pelo menos nos dá a certeza de que tudo passa.  

O termo "Catarse", de origem filosófica, remete a limpeza ou purificação pessoal. De acordo com o site Significados "provém do grego “kátharsis” e é utilizado para designar o estado de libertação psíquica que o ser humano vivencia quando consegue superar algum trauma como medo, opressão ou outra perturbação psíquica". 

Se encaixa perfeitamente bem também nos nossos relacionamentos com pessoas, coisas, obcessões e vícios. É tão genérico quanto profundo. Mas se existe um termo pra essa superação divina, significa não só que ela existe, como é possível e sim, somos plenamente capazes de alcança-la. 

Seja a melhor pessoa pra você. E segue o baile. 


Ruth Cecily
Fonte de informação: https://www.significados.com.br/catarse/

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Auto sabotagem


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São extremamente curiosos os caminhos assumidos pelo coração.
Você programa sua mente para o sucesso e prosperidade – estudar, obter uma carreira promissora, encontrar um homem companheiro igualmente trabalhador, que lhe acompanhe em sua caminhada, cresça junto e compartilhe das mesmas ambições. Assim ele se casa com você e juntos constituirão uma prole saudável e fielmente ajustada aos seus planos. Um casamento estável, uma família linda e totalmente autossustentável que faz jus às propagandas televisivas das empresas de perfumes, agências bancárias e afins... Ou seja, uma vida impecavelmente confortável.
Não seria perfeito?

Aí entra o seu coração, e se apaixona pelo primeiro ordinário que te der uma chave de pescoço e um beijo enlouquecedor que faz seu mundo parar por instantes e sua memória se prender àquele momento por um bom tempo.
É impressionante como isso é comum. Às vezes, estamos inclusive nos relacionando com uma pessoa bacana, que nos valoriza, que claramente gosta da gente e está disposta a nos proporcionar muitas coisas boas, mas não conseguimos nos entregar, ou porque o sentimento não é recíproco na mesma intensidade, ou porque o pensamento está em outra pessoa, ou pelo puro e famoso “fogo no cú”!

Chamo esse fenômeno de “auto sabotagem”. Semelhante àquela de comer um chocolatinho escondido durante uma dieta, ou fingir que concluiu uma série de exercícios na academia, ou varrer a sujerinha do chão para debaixo do tapete fazendo parecer que está tudo limpinho... É tentar enganar a você mesmo! 

"Quando somos nós que contribuímos inconscientemente para que tudo aconteça de errado, dá-se o nome a isto de auto sabotagem ou auto boicote."
http://www.psicorientacao.com/auto-sabotagem 
Vários são os exemplos de auto sabotagem, e afirmo com certeza que gostar mais de quem não gosta tanto assim da gente é um exemplo CLÁSSICO!

Ora, todo mundo espera uma recíproca verdadeira. Todo mundo procura aquilo que mais lhe convém. Todo mundo curte uma liberdade de escolha compatível com os desejos. Todo mundo quer o que quer! Muitos, a qualquer custo, outros desistem pelo cansaço... Enfim, o que quero dizer é que seria muito bom se o mundo fosse moldado a nossa vontade. Inspirado e desenhado de acordo com nossos interesses e gostos, inclusive aqueles peculiares. Nesses termos, o “paraíso” nem seria assim denominado, e não haveria sentido nenhum nessa palavra. Talvez, numa hipotética realidade assim, acredito que buscar a infelicidade seria um novo objetivo de vida para sair de uma rotina perfeita.

O que concluo de toda essa filosofia de “buteco” é que o ser humano infelizmente nunca está satisfeito. Se adquire uma coisa que há muito queria, por exemplo, logo já almeja aquela outra coisa, melhor, diferente da que tem. O famoso ditado “a grama do vizinho é mais verde”. Essa cultura provavelmente nasceu com o capitalismo exacerbado que vivemos hoje. E sim, se tornou “cultura”, pois é um comportamento absolutamente comum da maioria das pessoas.

O que devemos refletir a partir disso é que, mesmo que o assunto deste texto tenha se iniciado pelo tema relacionamento e se transformado em capitalismo, nada mais é que uma lógica comum a ambos: o desejo pelo que não possuímos.

Precisamos aprender a dar valor àquilo que temos, às pessoas que nos querem e nos fazem bem. Dar oportunidade a elas de mostrarem o quanto podem fazer por nós e o que nós podemos fazer por elas. O verdadeiro amor é construído! Tanto aquele avassalador, que nasceu do desejo, quanto àquele que não havia reciprocidade mútua a princípio (redundância proposital!). Precisamos entender que a vida é muito curta pra vivermos levianamente e desperdiçando oportunidades que podem ser únicas. E a magia de “ser” humano é se relacionar e interagir com outros humanos, afinal, ninguém consegue viver sozinho.

Dê oportunidades! Permita-se sentir! Abra o seu coração a novas possibilidades. Esteja inteiro em suas relações. VIVA! NÃO SE PRENDA, a menos que tenha certeza que seja a pessoa certa. Se descobriu que aquela não é, parta pra outra! A vida é uma só, e particularmente considero um desperdício quando ela não é vivida intensamente.


Ruth Cecily

domingo, 22 de maio de 2016

Vale a pena desistir do amor?



Vale a pena desistir do amor?


Depois de tantas cacetadas... Tantas desilusões... Será que ainda devemos nos permitir a ter esperanças de um amor verdadeiro?

Nos dias atuais, não sei se isso é algo bom ou ruim, mas o conceito de amor verdadeiro evoluiu para conceitos mais práticos - a relação de companheirismo, cumplicidade, estabilidade, parceria e convívio. Parece que aquela paixão avassaladora não é mais o grande foco dos relacionamentos, tornando tudo mais racional, pé no chão, maduro...

Mas convenhamos, quem não sente falta dos arrepios e corações disparados ao ver aquela pessoa especial? Quem não gostaria de ter um amor avassalador, que vive numa linha tênue entre a paixão ardente e o "de conchinha no sofá"?

Seria ideal se os relacionamentos fossem assim - a mistura perfeita do fogo e das águas calmas, da euforia e do momento de concentração. Hoje já está difícil encontrar um amor por si só, imagina o amor perfeito?! 

Mas sou da concepção de que não estamos sozinhos. Nunca! Precisamos nos permitir para encontrarmos novas pessoas, novas possibilidades, novos amores... Mesmo que pareça que não existe mais saída, que não tem mais ninguém, aahhh... sempre tem! Basta abstrair um pouco, tentar olhar em outro ângulo, de outra forma... As vezes o que falta no momento é uma música bem alta para abafar nossas aflições... É aquele bando de amigas inconsequentes te arrastando pra uma balada de "carão", te obrigando a montar num salto 15 e provar a si mesma o tanto que é linda e poderosa... Ou é simplesmente sentar a bunda no sofá com uma puta panela de brigadeiro suculenta e detoná-la antes do filme começar, só pra provar que você pode fazer o que bem entender a hora que der vontade! 

Se permitir é se libertar das amarras do passado, é estar num veículo em alta velocidade, colocar sua cabeça pra fora da janela, abrir a boca e deixar que todo aquele ar entre e balance suas bochechas! Mesmo que por um momento... Se permitir é ter a certeza de que você está no comando, e são suas escolhas que darão rumo a sua vida! 

Enfim... 

Eu desejo a vocês, caros leitores, muitos amores, muitos ardores, muitos encontros e desencontros, muitas emoções boas, e sempre a vibe positiva, pois são os momentos que nos movem, é a esperança que nos ajuda a manter-nos de pé e a procura de novos caminhos... 

Então eu lhe digo com propriedade - NÃO VALE A PENA DESISTIR DO AMOR! Porque desistir do amor significa desistir de você mesmo, pois nos amamos primeiro para poder amar os outros. Quem não quer mais amar, certamente está pronto para morrer! 

Alimentemos nossa fé e confiemos nas pessoas. Merecemos o melhor, e esse melhor apenas cada um de nós podemos nos proporcionar... Deixe entrar... Se ame para amar! VIVA!!! *-*

Ruth Cecily

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Somebody that I use to know!

[...] But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough [...]

quarta-feira, 17 de junho de 2015

"I am Mine"

(Pear Jam)


Ok, senta aí. Vou te explicar. Sei que devia ter feito isso desde o início com a clareza que falo agora. É um defeito meu, acabei de crer. Você não é o primeiro e nem o segundo com quem eu tenho que voltar neste assunto. Acontece, meu bem, que você não é a prioridade da minha vida. Desculpa, mas esta é a realidade nua e crua. Você caiu meio de pára-quedas em um território em desenvolvimento. Chegou e fez diferença. Não só fez parte do cotidiano, como impulsionou o meu crescimento, com todas a sua experiência, gostos e ideologias. Aprendi muita coisa que encheu minha bagagem para seguir viagem, agora sem você. E isso não é porque você não me agrega mais nada. Até acho que poderia agregar, não sei. O problema é que você não entendeu que este território já tem presidente. Estava tudo ótimo enquanto você entendia que era um colaborador. Poderia até assumir a vice-presidência por mérito, mas você queria todo o controle da situação. Seus ciúmes, sua necessidade frequente de atenção, suas regras de bom relacionamento, sua mania de achar que sabe mais que todo mundo. Isso e mais um pouco foi o que me fez sacar as suas intenções. No fim das contas, o propósito era me enquadrar nos seus planos de vida e não construir um nosso, em que o consenso estabeleceria a viabilidade de um plano conjunto. Fato é que eu não estou disposta a abrir mão do meu planejamento de vida, minuciosamente pensado desde que ganhei poder para decidir lá em casa se preferia Toddy ou Nescau. Nem por você e nem por ninguém. Mas eu poderia readequar prazos, flexibilizar os meios e até mesmo contextualizar os fins, para fazer parte dos seus. Eu tomaria seus projetos como meus, em uma parceria que só geraria prosperidade para nós dois. Eu toparia servir de impulso e porto seguro pra você. Eu me disporia a lutar lado a lado, de braços dados, até quando precisasse servir de retaguarda ou de linha de frente. Mas você quis me dominar para tudo sair da melhor forma que lhe conviesse. Muita pretensão, meu amor. Minha carreira, minha vida pessoal, minha caminhada acadêmica e meus sonhos de lazer foram definidos muitos antes de você cogitar me conhecer, quem dirá fazer parte de mim. Agora, só me resta deixar os agradecimentos. Acho que todo mundo que passa na nossa vida soma em alguma coisa, mesmo quando tem a intenção de subtrair. Você não é exceção nem nisso. Obrigada, mas daqui pra frente, serei só eu, como nunca deixou de ser.

Tete Magnani

domingo, 14 de junho de 2015

Dia dos namorados

Meu dia dos namorados! s2

Dia não somente restrito aos autointitulados “namorados”, mas sim estendido a todas as espécies de amantes, sejam unidos pelos laços matrimoniais, pelo simples conjugar de casas, ou pela amizade tão profunda que se confunde; aos amores platônicos, aos românticos incorrigíveis, aos solteiros cheios de si, mas que no fundo, às vezes bem lá no fundo, nada mais anseiam do que encontrar e viver aquele amor perfeito orgulhosamente exibido pelas propagandas de perfumarias... O dia dos namorados nada mais é que um momento de sair da rotina, uma desculpa nada mais do que justa de quebrar o monótono e viver algo diferente, algo muitas vezes único! Pode ser vivido a dois, a três, ou numa galera inteira, afinal o que vale são os vínculos verdadeiros e o desejo de que essa noite perdure para sempre! Aos eternos amantes eu desejo a noite mais maravilhosa que possa ser vivida – seja ela no mais luxuoso restaurante de pompa, num jantarzinho intimo no aconchego do seu lar, ou debaixo das cobertas curtindo preguiça em companhia de um livro, ou de uma série de TV, seja acompanhado ou sozinho mesmo, seja curtindo a “solteirice” com os amigos, seja onde e como for!

Todos nós merecemos uma quebra de rotina, e existem muitas pessoas que necessitam de um motivo pra que isso aconteça, por isso não acho prudente desvalorizar essa data, mesmo os solteiros inconformados, pois tenham certeza de que é o movimento proveniente dela que proporciona oportunidades e faz com que o estresse acumulado se dissipe, além de plantar uma sementinha dentro dos nossos corações nos mobiliza em busca da felicidade.

Ruth Cecily

sábado, 9 de maio de 2015

Troco meu bolo de casamento por um brigadeiro de panela



Não gosto de glacê e nem de pasta americana. Apesar de ser muito bonito, elaborado e personalizado, sempre peca no sabor. Também não tenho louça de porcelana de luxo para fazer jus à essa perfeição estética. Sem contar o preço que estes engenheiros da confeitaria cobram pra levantar dois andares de isopor e um de bolo de verdade. E, mesmo assim, acaba sendo muita coisa pra duas pessoas. Minha geladeira é de solteiro e não cabem os restos. Ah, e sequer tenho espaço no móvel da sala para colocar os noivinhos, reproduzidos à minha semelhança em cabeções de biscuit. Em compensação, tenho um armário satisfatório de panelas, que suportaria tranquilamente empilhar mais uma. Ela teria um lugar reservado de fácil acesso para eu ter em mãos sempre que fosse receber uma visita credenciada a esquentar meu pé gelado, embaixo de um edredom em dia chuvoso. Desconheço alguém que não se renda a um brigadeiro nesta circunstância. Eu não só me rendo, como troco, sem pensar duas vezes, o meu futuro bolo de casamento por porções vitalícias de leite condensado com Toddy e manteiga. Ainda mando vestido de noiva, decoração da festa e convites de brinde para quem quiser entrar no negócio. Não me entenda mal. Não é que eu abomine casamentos. Só acho que o 'felizes para sempre', que segue o 'pode beijar a noiva', não é uma verdade absoluta. Cansei de ver solidão em casais oficializados pelos votos do matrimônio e união exemplar em outros, julgados por viverem na informalidade social. Mesmo sabendo que existem exceções (e este texto não é para elas), nunca fui adepta a fórmulas. Para mim, valem mais as experiências curtas e intensas, do que a estabilidade duradoura e fria. Essas mesmas, entre duas pessoas, que ficam cada vez mais escassas quando as regras do Manual de Instruções para Casados entram em vigor. Uma tarde de inverno, TV ligada na Sessão da Tarde e uma panela de brigadeiro quente para dois. Simplicidade que agrada ou trivialidade que irrita. Depende de quem interpreta. Desculpem-me os especialistas em bolos de casamento, mas, para esta solteira aqui, vocês jamais conseguirão superar o toque do chocolate queimando a língua de quem não aguentou esperar pra lamber a colher. Não há frutinhas exóticas, recheios com ingredientes selecionados ou uma massa leve como algodão doce que tire o meu prazer de detonar uma panela cheia de brigadeiro. Porque o que faz dele especial é justamente o fato de que poucos e simples itens são o necessário para produzir aquele sabor sensacional, degustável com prazer por todo mundo. Na minha concepção, ele é a incorporação gastronômica de como deve ser o amor. Fundamentado na essência de quem o compõe e não na estética do produto final, ostentável em redes sociais e mesas de almoços familiares. Seja dividido entre namorados, amigos coloridos, enrolados, ou quaisquer outros dentre os infindáveis tipos de relações, ele é a representação da única coisa que mantém os amantes conectados: o sentimento puro e cru. Função que uma aliança dourada e um contrato não têm conseguido desempenhar perfeitamente bem. E daí se ele tem potencial para ser efêmero? Quem se dispõe a degustá-lo tem a garantia de que fará bom proveito até a última colherada. Não importa a quantidade. Além do mais, a graça do brigadeiro está aí. Ele não sobra. Sempre é feito na medida para faltar e provocar reencontros. Mas não reencontros obrigatórios por imposição ou por consciência. Quem volta para mais panelada, volta porque quer. Sem neuras e sem responsabilidades. Volta porque curtiu a essência e não porque precisa da convenção. Simplória, eu? Talvez. Hum... Eu diria também: econômica, prática e um tanto egoísta, mas sonhadora. Afinal, que mulher não faz planos para o tão esperado dia de suas vidas? A diferença é que o meu troca o altar por uma viagem histórica pela Alemanha, bancada com os muitos reais que seriam gastos na recepção dos convidados. Acompanhada ou sozinha, não importa. Seria como uma lua de mel comigo mesma, mas menos doce que mel, e tão afrodisíaco quanto um casual e simples brigadeiro. 


Tetê Magnani

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desculpa, mas eu não sou sua princesa



Não uso coroa, não tenho um castelo e não pretendo me casar. Os filmes da Disney, que eu assistia quando era criança, só serviram pra me fazer ter certeza que eu não queria ser aquela figura patética que vê a vida passar em cima de uma torre. Na verdade, nem se eu quisesse, eu seria. Você deveria ter sacado quando viu que não me pareço esteticamente com uma. Enquanto você me esperava todos os dias com cabelo milimetricamente moldado em gel e roupas de marca exalando a melhor fragrância Dior, eu aparecia sem unha feita, cabelo seco ao vento e sem uma base no rosto. Não tenho tempo, dinheiro e nem disposição para mudar isso. Prefiro sair na rua igual uma mendiga atropelada por um bode para ter mais uma hora de sono, especialmente no inverno. Prefiro torrar meu dinheiro comendo o suficiente para não conseguir andar pelos próximos 30 minutos, do que fritando minha cabeça literalmente em um secador e metaforicamente com fofoca de salão. Sim, comia igual a uma vassala, inclusive na frente dos seus convidados. E ostentava com louvor meus culotes conquistados com duras semanas de quebras de dieta com chocolates de todas as espécies. Mas era melhor do que quando eu cismava de cozinhar um prato para comemorar alguma data comercialmente memorável e você esboçava, em semblante contraditório, o quanto tinha gostado. Eu nunca serei a Cinderela que sua mãe espera pra você. Além de não saber cozinhar, não domino a arte de varrer, não sei a diferença entre marca de sabão em pó, e minhas roupas saem mais amarrotadas do que antes de eu me dispor a passar. Ah, e tem a sua mãe! Vocês dois entravam em consenso com frequência ao meu respeito, não é?! Poderiam até me chamar para a discussão. Eu concordaria em grande parte, especialmente com o tópico que falava da minha falta de meiguice. Hoje, ofereço até provas. O quadro rosa que você me deu para pendurar no meu quarto preto e branco não sumiu. Eu dei ele de presente de 15 anos pra uma prima distante. Ah! Lembra do Fofinho, cachorro de pelúcia que você me deu já batizado? Eu chamava ele de Ares, quando você não estava perto. E quando sua mãe vinha me mostrar fotos suas de infância? Eu me segurava para não zoar seu cabelo ridículo que ela penteava ao estilo Zacarias, e me limitava falsamente a "Que gracinha! Parece um anjinho nessa versão miniatura! Tomara que nosso filho seja assim (e cresça longe de você)". Nunca vou esquecer quando ela ouviu o meu primeiro 'Puta que pariu!', dito com a boca cheia porque a TV parou de pegar na hora da reportagem sobre o Centenário da I Guerra Mundial. Soltei mentalmente um “puta caralho” quando soube que o filho duma quenga do seu primo tinha chutado a porra do fio daquela merda de televisão. Ainda bem que ela não lia mentes. Se lesse, travaríamos uma disputa telepática sobre o politicamente correto que ela defende e que eu, simultaneamente, abomino. E não foi uma reação desproporcional. Você sabe que eu adoro guerra. Até tinha que esconder os DVDs do “Bastardos Inglórios” e “Operação Valquíria”, pra me convencer a ver P.S Eu te Amo! E não me venha com hipocrisia. Embora reclamasse que eu tratava as nossas D.R's como estratégias de combate, adorava o cessar fogo, que só fazia explodir o que tinha sobrado de nossa integridade física. No dia seguinte, ainda quando você estava dormindo, eu levantava pé ante pé, para fazer o que encabeça minha lista de coisas indispensáveis: meu trabalho. Sim, o que paga mal e que ocupa meu tempo disponível para colher flores no bosque pra você. Mas o mesmo que me dava poder no inicio do mês de torrar o meu dinheiro sem te dar satisfação. Meu bem, eu não tenho vocação pra cuidar da casa e usufruir do salário alheio. Até porque, você não entenderia, como nunca entendeu, a minha necessidade de gastar metade dele com ingressos de jogos de futebol e não com lençóis de fio egípcio pra nossa cama. E não aceitava tampouco que o estádio é a minha independência do mundo, e que, se você não estivesse na arquibancada do meu lado, não ia receber a atenção que esperava. Da mesma forma que cobrava mais que monossílabos quando eu estivesse lendo uma análise esquerdista das eleições ou de mais um projeto de lei absurdo prestes a ser votado no Congresso. Fato é que você nunca aceitou muito bem a ideia de que a hipótese da aprovação da redução da maioridade penal me deixava mais apreensiva do que a de você sair com seus amigos depois de brigar comigo por algum motivo idiota. Bem que eu poderia recusar o seu convite para passar férias em Miami, para ficar aqui, na rua, com bandeiras em punho sem hora pra voltar pra casa. Não tinha jeito de dar certo mesmo. E a minha responsabilidade nesse desfecho de insucesso não é o fato de eu saber que não era a princesa que você achava e não ter te contado. A minha culpa é por não ter reconhecido que eu que não queria um príncipe. Eu queria o cavaleiro sem sangue azul. Que chega sujo em casa depois de um dia de trabalho. Que entende o que eu quero dizer, sem censurar minhas palavras. Que acha minha pipoca de microondas a melhor de todos os tempos. Que não enxerga minhas estrias e é autossuficiente para não precisar dos meus serviços de casa. Que tem espírito de luta e segura minha mão na batalha contra o conformismo. E, especialmente, que não acredita em estereótipos e muito menos em contos de fadas.

Tetê Magnani

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando a paixão bate na porta.




É muito difícil encontrar palavras que possam descrever o surgimento de uma paixão. A sensação de estar apaixonada/o não deve ser um sentimento novo pra ninguém, mas confesso que há muito não sabia do que se tratava. Como maneira de defesa, talvez, nos colocamos numa redoma, onde ninguém pode ter acesso ao que se passa em nossa mente nem no coração, apenas o lado de fora é exibido, o divertido, tudo aquilo que não tem problema de ser transmitido para os outros. E aquela necessidade carnal é sempre suprida em festas, eventos sociais casuais, viagens, nada de muita relevância sentimental.

As coisas se complicam quando você se depara numa situação no qual toda sua estrutura, até então sólida, se mostra abalada e a ponto de sucumbir. São gestos simples, o convívio no dia a dia que aos poucos faz seu coração amolecer e sentimentos congelados começam a derreter como neve diante do fogo. É, no primeiro momento, assustador! "Será que é isso mesmo? Não, é só mais um truque ordinário do destino. Devo alimentar minhas esperanças? Não, só vou sofrer e me decepcionar mais uma vez. Vale o risco? Não, melhor continuar incompleta/o, porém me divertindo...". Nossa como nossa mente é programada pra infelicidade! Tudo não, não, não! A simples possibilidade de um SIM é devastadora. E assim o tempo vai passando, e cada vez mais as coisas se complicam para o coração aflito... Digo com certeza que SEMPRE VALE O RISCO, afinal o que seria da nossa vida e escolhas sem a atitude de tentar? Acreditar em si mesmo, ter fé nas pessoas e buscar a felicidade - não é nada fácil, mas surpreende pela simplicidade, trata-se apenas de coragem! O SIM dá medo, mas se permitir é o mínimo! 

"Tão natural quanto a luz do dia."
Charlie Brown Jr.

Ruth Cecily

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A razão para você ainda não ter encontrado sua alma gêmea...



...É simples: ela não existe. E não é porque ela ainda não nasceu, ou porque vocês não se encontraram, ou porque ela está com outras prioridades no momento. Ela não existe agora, não existiu no passado e nem vai existir no futuro. Desculpe desiludir o seu lindo sonho de infância de conhecer a pessoa predestinada para você desde outras encarnações. As teorias de alma gêmea, amor da vida, pé e sapato, metade da laranja e tampa da panela foram criadas para transferir para o tão atarefado Deus mais uma responsabilidade que o ser humano se acha incapaz de cumprir sozinho: encontrar outro que o faça feliz. 

Com fórmulas prontas tudo fica mais fácil. Basta esperar que o destino coloque em sua vida o alguém que vai aceitar todos os seus ataques de stress matinais, achar sexy o seu desleixo com a aparência, conviver bem com sua mãe emocionalmente instável e que não vai ligar de percorrer a distância do Oiapoque ao Chuí para te ver. Aliás, ele vai amar fazer isso, afinal estamos falando de um sentimento incondicional. Ninguém sabe de onde, como e porque veio, mas sabe que as partes afetadas serão felizes para sempre por causa dele. 

Você está perdoada de ter acreditado nesta história até completar seus quinze anos, quando usou um vestido em formato de bolo para se sentir a Cinderela no seu baile. No dia seguinte, quando acordou e percebeu que não existiam abóboras, sapatinhos e castelos, já deveria ter caído na real de que esta teoria é falha. Você nunca achou estranho o fato de o príncipe ter pedido a Cinderela em casamento apenas baseado em um pequeno instante de troca de olhares? Ou de o Phillip ter acreditado em três fadas, que o usaram como bode expiatório para limpar a merda que fizeram, enfrentando um dragão para salvar uma conhecida camponesa que pegou no sono? E de o príncipe da Branca de Neve ter se apaixonado a ponto de beijar um cadáver só porque cantarolou com ela uma cantiguinha barata de amor? Não? Pois procure um psicólogo.

Enquanto nas mãos de Walt Disney, eles são os estereótipos desta teoria de alma gêmea, na vida real eles não passam de um carente desesperado para casar, um bobo influenciável e um necrófilo. Eu, pelo menos, correria maratonas de distância dos três. Esta incondicionalidade não faz o menor sentido para mim. Porque o 'gostar' e o 'não gostar' são consequências. Eles só podem existir se houver motivo/condição. Eu não gosto de jiló porque é muito amargo e gosto de chocolate ao leite porque é doce na medida aceitável do meu paladar. Para gostar de pessoas é a mesma coisa. É necessário conhecer. Eu não confiaria em alguém que se declarasse apaixonado por mim sem antes se assustar com meus defeitos ou admirar minhas qualidades. Um cara desses se desapaixonaria e arrumaria outra com a mesma facilidade. O conceito de personalidade cairia por terra. Pra que ter particularidades pessoais se elas não são quesitos de atração? É mais prático todos seguirem um padrão. 

Nesta história toda de alma gêmea, existe tampouco o que eu acho fundamental em relacionamentos: o poder de escolha. Ora, e se o destino simplesmente resolve que o amor da minha vida é um serial killer de esposas, ao estilo Barba Azul? Eu teria que aceitar e esperar pela minha morte? Não, meus amigos. Se tem uma coisa da qual eu não abro mão é de optar pelo que acho melhor para mim. Gosto de ser a senhora da minha vida ao invés de deixar meus planos nas linhas escritas de um livro imaginário. Avalio prós e contras, vantagens e desvantagens, bônus e ônus, qualidades e defeitos e o que mais for preciso para me envolver com alguém. E isso não quer dizer que faço tudo de forma racional. Meu coração, ou sei lá que parte de mim é responsável pelo 'gostar', é seletivo por natureza, de acordo com o ambiente em que vivo, a educação que tive, a cultura na qual estou inserida. 

E o melhor nisso tudo é que este poder de escolha endossa uma das maiores convicções que tenho: ninguém é insubstituível. Ninguém é bom o suficiente para não ter seu lugar ocupado por outro. As pessoas são diferentes. Ainda bem! Suprem e faltam em coisas diferentes. Relacionamento é feito por duas pessoas (que me perdoem pela generalização os mais modernos) e o resultado nunca é igual. Ou seja, se você juntar o vermelho com o amarelo, o produto será laranja. Mas, embora seja o mesmo vermelho, quando misturado com o azul, o resultado será outro. Ainda bem também! Porque viver em um mundo monocromático é chato, sem graça, não te permite formar bagagem e evoluir em sequência. 

O que falta, na minha mera opinião de solteira, mas convicta, é as pessoas tomarem as rédeas de seus planos e irem a campo de batalha para executá-los. Sair da inércia de esperar que os outros, divindades, estrelas, o destino ou o universo definam desfechos em suas vidas. É não esperar, como dito nas primeiras linhas deste texto, o alguém que lhes faça feliz, mas conquistar o alguém capaz de tornar sua luta diária mais prazerosa.

Tetê Magnani

terça-feira, 31 de março de 2015

MENOS RÓTULOS, MAIS SENTIMENTO


Relacionamento deveria vir com informações explícitas sobre seu uso. Uma espécie de tabela nutricional com a descrição fiel da quantidade de ciúme, carência, mau-humor, manias, racionalidade, passionalidade e demais fatores inerentes a seres humanos em convívio. Logo ao lado, para que a correlação fosse feita de forma prática e sem deixar dúvidas, uma lista dos ingredientes usados para chegar ao produto final: número de ligações diárias, o tanto de ex-namorados solteiros, dose de saídas com amigos, disposição financeira para gastar em encontros, estimativa de DR's permitidas, e a proporção de foda selvagem e sexo com amor. Na frente, a quantidade em meses que irá durar, para ser acompanhada junto com a embalagem transparente que não deixa dúvida de que a relação já está no final. Em cima, o nome do fabricante, afinal a procedência é fundamental, considerando que um fornecedor pode arrasar com uma compra pelo simples fato de não querer entregar o produto conforme o combinado. E bem no meio, ocupando 90% do espaço restante, uma foto tratada em última versão do Photoshop para convencer que, mesmo se as calorias ofertadas de encheção de saco forem mais altas que o disposto pelas partes a consumir, vale a pena tentar pelos olhos verdes e o sorriso safado.
Isso garantiria o fim do sofrimento, das noites mal dormidas, dos nós na garganta, das explicações de término para familiares e um novo rótulo para você: o de eterno mal comido. E quando eu uso este termo, não me refiro só a sexo e nem ao gênero feminino ou qualquer outro que não goste de meter. O mal comido é qualquer pessoa que está eternamente insatisfeita com relacionamentos, porque deixa de viver a essência para burocratizar o sentir. Para ele, importa menos o produto que está sendo adquirido e mais o rótulo social que estampa os perfis do Facebook numa tentativa de afirmar a boa compra. É aquele que cresceu, não desacreditou em contos de fadas e estabeleceu como um dos principais objetivos de vida recrutar alguém para ocupar o posto de príncipe/princesa.
Com o encarte em mãos, naturalmente esta categoria é atraída pela primeira impressão do belo, depois é que o custo-benefício é pesado. Nesta segunda etapa, levantam-se informações como vida útil, função, se é de primeira ou segunda mão e demais especificidades da vida do indivíduo que nunca correspondem à realidade. Uma seleção superficial de pretendentes, baseada em opiniões de ex e potenciais consumidores. E é aí que está o erro, pelo menos na minha concepção. Nada de conhecer o outro a fundo, indo in loco e abusando do empirismo dos encontros sem compromisso. Nada de test-drive! O mal comido paga para ver. E paga caro pelo título de casado e, em breve, pelo de divorciado.
Você, assim como eu, provavelmente deve conhecer alguém que troca de namorado(a) igual troca de roupa e nunca entende porque suas relações não vão para frente. Sou capaz de apostar que antes de atestar se o outro tem atributos íntimos em tamanho nano, cicatrizes adquiridas em alguma briga por ciúmes, ocorrência por pequeno furto,ou nome vitalício no SPC, esta pessoa já está se imaginando sendo feliz para sempre deitada de conchinha assistindo Domingão do Faustão e comendo uma pizza. Antes de a massa do bolo, feita com todos os ingredientes que ela considera ideais, ficar pronta, ela já está escolhendo a fôrma social para padronizar o relacionamento! O resultado é um bolo bonito para impressionar os amigos no Instagram, mas com um gosto horrível suportado pelo casal até quando o estômago aguentar. 
Eu pergunto: qual é a lógica disso? As pessoas se dispõem a viver relações infelizes para se encaixar em um padrão de felicidade social. Para mim, esta é a maior incoerência do ser humano do mundo contemporâneo, onde, teoricamente, temos liberdade para sermos quem quisermos. Eu sou adepta ferrenha da abolição dos rótulos. Um status de enrolado, amizade colorida, namorado, noivo, casado, divorciado ou o diabo à quatro, nunca foi e nunca será capaz de descrever o que é o meu sentir. Porque estas coisas não são mensuráveis, são apenas vividas. Sou militante do relacionamento sem compromisso, aquele que acontece porque existe sintonia, química e desejo. Em que não há regras e responsabilidades moralmente aceitáveis, senão as que ambos instituem em consenso. Circunstância na qual o sentimento não tem limites, escalas ou barreiras que não sejam o respeito e a consideração.
Eu sou a favor do descompromisso com tudo que burocratize o que é para ser sentido. No meu relacionamento ideal, os encontros semanais seriam substituídos pelos encontros motivados pela vontade de ver o outro. As comemorações de datas comerciais e aniversários seriam deslocadas no calendário para os dias em que ambos estivessem dispostos a fazer alguma coisa de diferente simplesmente porque deu vontade. As alianças e flores seriam trocadas pelo conforto de um abraço em um momento ruim. Os encontros com os amigos seriam menos demonizados e mais frequentes. Os sonhos individuais, quando não pudessem ser vividos junto, seriam incentivados e apoiados, sem gaiolas ou podas egoístas e vaidosas.
Particularmente, não tenho a menor pretensão de assumir um relacionamento sério por um bom tempo. Acredito que este será o meu posicionamento até que alguém me prove o contrário. A receita é simples, se dispor a me conhecer a fundo, sem pressões e padrões. Errar erros reais e não pisar em ovos para corresponder a um perfil. Pagar pelas qualidades e pelos defeitos, com o que vier de brinde. E estar ciente que, se não for o que EU espero, não terá lugar na minha prateleira, afinal, eu só confio na garantia atestada pelos meus próprios sentidos.
Tetê Magnani

quinta-feira, 12 de março de 2015

Procura-se um amor acostumado a tomar danoninho sem colher


Costumo dizer que tudo nessa vida tem uma utilidade. Das melhores às piores experiências, sempre é possível tirar algum proveito em termos de aprendizado. Você não podia nem imaginar, por exemplo, que a sua luta quase que diária para tomar aquele danoninho sem colher, que te fazia lambusar todo antes de ir pra escola, era um treinamento intensivo para promover orgasmos múltiplos femininos. O mesmo se aplica às gelatinas de copinho das festinhas de aniversário colocadas ali por mães práticas, porém sensatas, que queriam ver as noras sendo felizes na posteridade. Aaaaai, os diplomados nesta prática... Deveriam andar com o certificado pendurado no pescoço para facilitar a seleção de bons partidos de cama. Quantas decepções não poderiam ser evitadas? Muitas! Sim, passamos horas dolorosas, pelo menos de 15 em 15 dias, mantendo a depilação perfeita para homens que são incapazes de nos presentear com uma chupada, no mínimo, digna de compensar o dinheiro gasto. E não me venha com esta história de que esta não é a parte principal do sexo. Se você é do tipo que desce para o play e só brinca em um brinquedo, não me convoque para a próxima vez. A arte da boa chupada deveria ser instituída por lei como obrigatoriedade para ser apreciada sem moderação. O segredo do sucesso? Bem mais simples que o imaginado. Assim como tudo que se faz na vida, depende mais de duas coisas do que de talento nato: "fazer com gosto" e treino. O mundo do oral, com o perdão do trocadilho, não admite nada 'meia boca'. E quem gosta de fazer parte dele, contribui para a humanidade com maestria. Mas os que se dispõem a melhorar a técnica merecem de Prêmio Nobel a um lugar no Olimpo. Cobaias não faltam, eu garanto. Mulheres conversam entre si e deixam escapar detalhes do sexo. Como uma boa chupada é unanimadade entre elas, se o cara for bom, acaba funcionando como um imã. Só que pra isso, velhos ensinamentos dos filmes pornôs de quinta que ele assite devem ser excluídos para sempre do seu Manual de Práticas do Pseudo-comedor. O desejado título de fodão não virá com chulas lambidinhas, ou com a tentativa de cavar um buraco até o Japão, ou tocando insistentemente a campainha na expectativa que atendam mais rápido. A boa recompensa para um sonoro "Me chupa!" ao pé do ouvido é um serviço caprichado e sem restrições. Aquele que nos faz contorcer ao primeiro toque de uma língua quente e molhada em cada área a ser explorada. Aquele que faz arrepiar com o contato das mãos passando pelo corpo. Aquele que deixa as pernas trêmulas, enquanto varia os movimentos entre suavidade e intensidade. Aquele que nos faz esquecer o mundo lá fora em meio à sinfonia de nossos gemidos. Aquele que nos faz buscar nos cabelos dele, entrelaçados em nossos dedos, apoio para não perder o controle, que já foi perdido há muito tempo. Ai, ai! Sim, meu amigo, este é dom do PhD em não precisar de uma colher pra buscar a última gota de danoninho do pote. A diferença agora é que ele é recompensado com aplausos calorosos de uma platéia insandecida. O próximo passo, ele sabe fazer bem...


um excelente autor!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Breaking The Habit!


Quebrando o hábito!


Essa música não poderia ter vindo na minha cabeça em momento mais conveniente que esse! 


Sabe quando você descobre que é disso que você precisa em todos os aspectos da sua vida?!

Quebrar os hábitos! Se renovar, virar a página, move on!!

Sempre que nos vemos caindo, é porque nossos hábitos se tornaram velhos, e destrutivos. A confortável posição de não sair do lugar, viver a vida do modo como ela nos apresenta, sem buscar nada além, sem preocupar com a saúde (física, mental, emocional, espiritual...), simplesmente esperando o encontro com a morte. Não dá!


Velhos hábitos, velhas apostas, velhos sentimentos, que perduraram por tempo demais, e você não vê a hora de tudo mudar, mas não tem coragem o suficiente, porque "desse jeito ta bom, dá pra viver assim por um tempo ainda." POR QUANTO TEMPO? Não dá pra viver assim nem mais um minuto!!


Dê abertura a novos hábitos, novas apostas, novos sentimentos! Saia da confortável posição de esperar, saia da inércia, permita-se!!!! Não tenha medo de mudanças!


Não pense que tem tanto a perder, pense no tanto que tem a ganhar! 
Não pense no tanto que poderá sofrer, pense no quão pode ser compensador e libertador!
Não pense que o que está ruim pode piorar, pense que todo avanço, todo movimento só pode ser benéfico!
Não pense !!!

Chega! Coloque um basta em tudo aquilo que anda te consumindo, em tudo aquilo que anda te fazendo mal, impedindo sua felicidade, simplesmente coloque um fim! Tenhamos maturidade e discernimento para distinguir aquilo que vale a pena lutar daquilo que nos engana... 

Tente se renovar! Tente um novo ponto de vista, tente!

Mas lembre-se que isso não significa esquecer o que passou, pelo contrário, devemos valorizar! Toda experiência é enriquecedora para nossa vida, serve de aprendizado e crescimento! Mas quando chega a hora de mudar, não exite, não relute, siga seu caminho! u.u''



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A lembrança da sua alegria me esboça um sorriso...


A lembrança da sua alegria me esboça um sorriso... A saudade das suas frases clichês, tão típicas e exclusivas suas, me fazem rir, e vivo as reproduzindo, algumas vezes sem nem perceber. Ô mamacita, quantas coisas aconteceram que você se orgulharia de ver! Quantas coisas nós fizemos pensando mais em sua satisfação do que na nossa própria conquista... É engraçado pensar em certo fato e saber exatamente qual seria sua reação! É engraçado como até sua hostilidade faz falta. Uma mãe diferente, que verdadeiramente nos ensinou como encarar a vida: “O mundo é dos espertos – vencem os melhores!” Essa fala ecoa em minha mente, exatamente no tom como costumava dizer para mim. Você não foi embora, meu amor... Você permanece sempre aqui! Seu cheiro ainda sinto nas roupas, nos lençóis, no seu colchão, no seu perfume – aquele que só você usava (Hit – L’acqua di Fiori)... Sua letra na lista de telefone, nos cadernos, nos livros de receita, nos bilhetinhos guardados... Seu rosto nas fotos, nas filmagens, naquele vídeo em homenagem aos seus 50 anos... Seu gosto nas músicas dos anos 80, nas séries velhas da sua época, nas novelas das 8, em todo colar bem espalhafatoso, e principalmente em todo batom bem vermelho (cor Carmim – Avon)... Seu jeito embutido em cada um da família – nos seus irmãos, nos seus sobrinhos, nos seus primos, nas suas tias, no seu marido, nas suas filhas – e até mesmo nos seus amigos, nos seus alunos, em todos você conseguiu deixar um pedacinho de você! Você está em todos os momentos, na mais doce lembrança, no nó que dá na garganta, na lágrima que agora escorre, no coração apertado... Mas as lágrimas hoje não são mais de tristeza, são de amor e de pura saudade. E que saudade! 
O aperto no peito se esvai, o nó da garganta desata e a lágrima permanece em seu lugar de origem, dando lugar a um sorriso... Um sorriso largo, uma gargalhada na verdade... Que me orgulho em dizer que herdei de você, e dessa alegria tão contagiante! 


Te amo!
“Recolhe-se a noite! Bem vinda à luz! O amor é a estrela mais brilhante!”
Pandeva Ted Zagar

28/09/13
1 ano u.u”

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Amizade Contraditória




Você sabe que é uma Amizade Contraditória quando só de ouvir o nome da pessoa, já lhe brota aquele sorriso largo... Quando se lembra dela em detalhes sutis e comuns do dia-a-dia... Quando se despedir ao fim do dia é uma tarefa difícil... Quando você tenta estender ao máximo o contato, só para tê-la por mais tempo... Quando sente uma confiança imensurável, e simplesmente tem a certeza que com ela você pode ser totalmente você mesmo... Não há necessidade de medir as palavras, medir as atitudes, medir as brincadeiras, medir os carinhos, medir as taras, medir as opiniões, medir os sentimentos... Não há que medir nada!
"É tão certo quanto o calor do fogo" (Capital Inicial)

Ora, é claro que essa amizade existe! Uma amizade um tanto quanto confusa... Que não se sabe se é amor, se é paixão, se é irmão, se é amizade em si ou apenas fruto da imaginação. É de certa forma intensa, interessante, e sem dúvidas, única!

Amizade gostosa, que lhe prende a uma pessoa, por mais que esteja livre para voar. Amizade perigosa, que se mal interpretada pode causar danos. Amizade simples, que tão naturalmente de instalou entre duas pessoas. Amizade complicada, que nunca é bem compreendida por quem apenas a assiste. Amizade colorida, que permite o contato pele com pele. Amizade íntima, que comporta muito bem seus segredos e pensamentos. Amizade viva, que constantemente se faz presente na sua vida. Amizade surreal, que ultrapassa os limites da realidade, alcança seus sonhos, e lhe faz questionar sobre todo seu presente e futuro. Amizade inexplicável, que pode-se tentar explica-la por longas horas, dias, através de textos, livros, poemas, e derivados, que nunca será plenamente entendida.

A Amizade Contraditória é única, que apenas se sente...

Tal amizade nada mais é que o puro sentimento de amor!

Sim, amor! Todo ele... 
Amor saudável, sem suas complicações e fortes tendências ao sofrimento. O amor puro, digno, respeitoso, e claramente real. Sem rótulos!

Sentimento que lhe desafia a todo instante, que lhe coloca a prova, que por mais pessimista seja o momento em que vive, você simplesmente carrega a certeza de que não está sozinho!

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Eis que surge uma lucidez!

Valorizo os momentos nos quais agimos pelo puro desejo, levados apenas pelo impulso da emoção. Momentos vividos por inteiro, sem o minimo de ponderação. Acho importante nos permitirmos esses riscos, e eu digo com toda a certeza que por mais que depois você sinta um pequeno arrependimento, pior seria o arrependimento por não ter tentado / se entregado! 

Contudo, dou mais valor ainda aos momentos lúcidos, pois querendo ou não sempre é chegada a hora do raciocínio. A hora que você consegue enxergar sua própria situação com clareza e enfim tomar uma decisão sensata. 

Bom, essa opinião se encaixa muito bem nas várias situações da nossa vida, mas é claro que mais uma vez venho ressaltar o relacionamento.

Um dos momentos mais vulneráveis das nossas vidas eu posso garantir que é quando nos sentimos apaixonados, ou algo parecido com isso... Sim! Ficamos a mercê de comportamentos instintivos, puramente emotivos e lançados a sorte, afinal, nem sempre a resposta do outro é como esperamos, e cá pra nós, na maioria das vezes não é como imaginamos, não chega nem perto!

Mais uma frustração se instala. Vivo pensando - nossa, vale a pena mesmo tanto esforço? Insistir numa ideia que não consegue passar de uma simples ideia? Não se concretiza, nem evolui, nem nada... Estagna e mais uma vez você se vê com cara de tacho. 
Ficar eternamente fazendo papel de "troxa", assumido ainda, é um saco! 
Sim, me empolguei na descrição, mas acho "troxa" o termo perfeito. Quem insisti em dar murros em ponta de faca é sim um perfeito troxa. O grande desafio é colocar um ponto final nisso tudo, pois o que se colhe de um comportamento digno de um troxa é óbvio:  Apenas desgaste, frustração, expectativas, expectativas, expectativas... Em suma, sofrimento na certa!

Aí você pensa assim: Não, mas eu sei que futuramente tudo isso vai valer a pena! 
Que vai! Vai valer nada! Ganhar pelo cansaço do outro não é um mérito! É um fardo! No primeiro obstáculo você será o grande culpado, além disso todas as situações subsequentes vão seguir nessa mesma linha... Não se trata de um relacionamento natural e reciproco, mas sim um relacionamento torto, forçado. No entanto, não descarto a possibilidade de dar certo, pode dar sim, mas eu particularmente não gosto de depender da sorte.

Hoje, confesso que ainda estou sob os efeitos ofuscantes da paixão, mas finalmente consigo enxergar que certas coisas não dependem de mim, estão além do meu controle, e não há mais nada que eu possa fazer que me possibilite assumi-lo, o máximo onde conseguiria chegar é exercer certa influência, que no frigir dos ovos é redundante, afinal ainda não será uma escolha minha. Complicado não é?!

Bem, apenas sei que quando esse momento de lucidez chega, nada melhor que tirar o máximo proveito dele. O mais difícil disso tudo é aceitar nossa condição e viver bem com ela. Aceitar de bom grado nossa condição e limites, quem sabe assim se amenizam o sofrimento, os excessos de expectativas, e todos seus derivados. 

Tomara!