[...] But you didn't have to cut me off
Make out like it never happened and that we were nothing
And I don't even need your love
But you treat me like a stranger and that feels so rough [...]
Citação
"Só queria que você soubesse que tudo aquilo que aprendeu comigo não vai ser fácil de encontrar nos livros e em outros corpos sem direção... E não vai achar em nenhum lugar encaixe tão complexo assim! Quando a noite passar e tudo acabar, eu estarei aqui"
Strike
Strike
Mostrando postagens com marcador desilusão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desilusão. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
quarta-feira, 17 de junho de 2015
"I am Mine"
(Pear Jam)
Ok, senta aí. Vou te explicar. Sei que devia ter feito isso desde o início com a clareza que falo agora. É um defeito meu, acabei de crer. Você não é o primeiro e nem o segundo com quem eu tenho que voltar neste assunto. Acontece, meu bem, que você não é a prioridade da minha vida. Desculpa, mas esta é a realidade nua e crua. Você caiu meio de pára-quedas em um território em desenvolvimento. Chegou e fez diferença. Não só fez parte do cotidiano, como impulsionou o meu crescimento, com todas a sua experiência, gostos e ideologias. Aprendi muita coisa que encheu minha bagagem para seguir viagem, agora sem você. E isso não é porque você não me agrega mais nada. Até acho que poderia agregar, não sei. O problema é que você não entendeu que este território já tem presidente. Estava tudo ótimo enquanto você entendia que era um colaborador. Poderia até assumir a vice-presidência por mérito, mas você queria todo o controle da situação. Seus ciúmes, sua necessidade frequente de atenção, suas regras de bom relacionamento, sua mania de achar que sabe mais que todo mundo. Isso e mais um pouco foi o que me fez sacar as suas intenções. No fim das contas, o propósito era me enquadrar nos seus planos de vida e não construir um nosso, em que o consenso estabeleceria a viabilidade de um plano conjunto. Fato é que eu não estou disposta a abrir mão do meu planejamento de vida, minuciosamente pensado desde que ganhei poder para decidir lá em casa se preferia Toddy ou Nescau. Nem por você e nem por ninguém. Mas eu poderia readequar prazos, flexibilizar os meios e até mesmo contextualizar os fins, para fazer parte dos seus. Eu tomaria seus projetos como meus, em uma parceria que só geraria prosperidade para nós dois. Eu toparia servir de impulso e porto seguro pra você. Eu me disporia a lutar lado a lado, de braços dados, até quando precisasse servir de retaguarda ou de linha de frente. Mas você quis me dominar para tudo sair da melhor forma que lhe conviesse. Muita pretensão, meu amor. Minha carreira, minha vida pessoal, minha caminhada acadêmica e meus sonhos de lazer foram definidos muitos antes de você cogitar me conhecer, quem dirá fazer parte de mim. Agora, só me resta deixar os agradecimentos. Acho que todo mundo que passa na nossa vida soma em alguma coisa, mesmo quando tem a intenção de subtrair. Você não é exceção nem nisso. Obrigada, mas daqui pra frente, serei só eu, como nunca deixou de ser.
Tete Magnani
quinta-feira, 9 de abril de 2015
A razão para você ainda não ter encontrado sua alma gêmea...
...É simples: ela não existe. E não é porque ela ainda não nasceu, ou porque vocês não se encontraram, ou porque ela está com outras prioridades no momento. Ela não existe agora, não existiu no passado e nem vai existir no futuro. Desculpe desiludir o seu lindo sonho de infância de conhecer a pessoa predestinada para você desde outras encarnações. As teorias de alma gêmea, amor da vida, pé e sapato, metade da laranja e tampa da panela foram criadas para transferir para o tão atarefado Deus mais uma responsabilidade que o ser humano se acha incapaz de cumprir sozinho: encontrar outro que o faça feliz.
Com fórmulas prontas tudo fica mais fácil. Basta esperar que o destino coloque em sua vida o alguém que vai aceitar todos os seus ataques de stress matinais, achar sexy o seu desleixo com a aparência, conviver bem com sua mãe emocionalmente instável e que não vai ligar de percorrer a distância do Oiapoque ao Chuí para te ver. Aliás, ele vai amar fazer isso, afinal estamos falando de um sentimento incondicional. Ninguém sabe de onde, como e porque veio, mas sabe que as partes afetadas serão felizes para sempre por causa dele.
Você está perdoada de ter acreditado nesta história até completar seus quinze anos, quando usou um vestido em formato de bolo para se sentir a Cinderela no seu baile. No dia seguinte, quando acordou e percebeu que não existiam abóboras, sapatinhos e castelos, já deveria ter caído na real de que esta teoria é falha. Você nunca achou estranho o fato de o príncipe ter pedido a Cinderela em casamento apenas baseado em um pequeno instante de troca de olhares? Ou de o Phillip ter acreditado em três fadas, que o usaram como bode expiatório para limpar a merda que fizeram, enfrentando um dragão para salvar uma conhecida camponesa que pegou no sono? E de o príncipe da Branca de Neve ter se apaixonado a ponto de beijar um cadáver só porque cantarolou com ela uma cantiguinha barata de amor? Não? Pois procure um psicólogo.
Enquanto nas mãos de Walt Disney, eles são os estereótipos desta teoria de alma gêmea, na vida real eles não passam de um carente desesperado para casar, um bobo influenciável e um necrófilo. Eu, pelo menos, correria maratonas de distância dos três. Esta incondicionalidade não faz o menor sentido para mim. Porque o 'gostar' e o 'não gostar' são consequências. Eles só podem existir se houver motivo/condição. Eu não gosto de jiló porque é muito amargo e gosto de chocolate ao leite porque é doce na medida aceitável do meu paladar. Para gostar de pessoas é a mesma coisa. É necessário conhecer. Eu não confiaria em alguém que se declarasse apaixonado por mim sem antes se assustar com meus defeitos ou admirar minhas qualidades. Um cara desses se desapaixonaria e arrumaria outra com a mesma facilidade. O conceito de personalidade cairia por terra. Pra que ter particularidades pessoais se elas não são quesitos de atração? É mais prático todos seguirem um padrão.
Nesta história toda de alma gêmea, existe tampouco o que eu acho fundamental em relacionamentos: o poder de escolha. Ora, e se o destino simplesmente resolve que o amor da minha vida é um serial killer de esposas, ao estilo Barba Azul? Eu teria que aceitar e esperar pela minha morte? Não, meus amigos. Se tem uma coisa da qual eu não abro mão é de optar pelo que acho melhor para mim. Gosto de ser a senhora da minha vida ao invés de deixar meus planos nas linhas escritas de um livro imaginário. Avalio prós e contras, vantagens e desvantagens, bônus e ônus, qualidades e defeitos e o que mais for preciso para me envolver com alguém. E isso não quer dizer que faço tudo de forma racional. Meu coração, ou sei lá que parte de mim é responsável pelo 'gostar', é seletivo por natureza, de acordo com o ambiente em que vivo, a educação que tive, a cultura na qual estou inserida.
E o melhor nisso tudo é que este poder de escolha endossa uma das maiores convicções que tenho: ninguém é insubstituível. Ninguém é bom o suficiente para não ter seu lugar ocupado por outro. As pessoas são diferentes. Ainda bem! Suprem e faltam em coisas diferentes. Relacionamento é feito por duas pessoas (que me perdoem pela generalização os mais modernos) e o resultado nunca é igual. Ou seja, se você juntar o vermelho com o amarelo, o produto será laranja. Mas, embora seja o mesmo vermelho, quando misturado com o azul, o resultado será outro. Ainda bem também! Porque viver em um mundo monocromático é chato, sem graça, não te permite formar bagagem e evoluir em sequência.
O que falta, na minha mera opinião de solteira, mas convicta, é as pessoas tomarem as rédeas de seus planos e irem a campo de batalha para executá-los. Sair da inércia de esperar que os outros, divindades, estrelas, o destino ou o universo definam desfechos em suas vidas. É não esperar, como dito nas primeiras linhas deste texto, o alguém que lhes faça feliz, mas conquistar o alguém capaz de tornar sua luta diária mais prazerosa.
Tetê Magnani
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Eis que surge uma lucidez!
Valorizo os momentos nos quais agimos pelo puro desejo, levados apenas pelo impulso da emoção. Momentos vividos por inteiro, sem o minimo de ponderação. Acho importante nos permitirmos esses riscos, e eu digo com toda a certeza que por mais que depois você sinta um pequeno arrependimento, pior seria o arrependimento por não ter tentado / se entregado!
Contudo, dou mais valor ainda aos momentos lúcidos, pois querendo ou não sempre é chegada a hora do raciocínio. A hora que você consegue enxergar sua própria situação com clareza e enfim tomar uma decisão sensata.
Bom, essa opinião se encaixa muito bem nas várias situações da nossa vida, mas é claro que mais uma vez venho ressaltar o relacionamento.
Um dos momentos mais vulneráveis das nossas vidas eu posso garantir que é quando nos sentimos apaixonados, ou algo parecido com isso... Sim! Ficamos a mercê de comportamentos instintivos, puramente emotivos e lançados a sorte, afinal, nem sempre a resposta do outro é como esperamos, e cá pra nós, na maioria das vezes não é como imaginamos, não chega nem perto!
Mais uma frustração se instala. Vivo pensando - nossa, vale a pena mesmo tanto esforço? Insistir numa ideia que não consegue passar de uma simples ideia? Não se concretiza, nem evolui, nem nada... Estagna e mais uma vez você se vê com cara de tacho.
Ficar eternamente fazendo papel de "troxa", assumido ainda, é um saco!
Sim, me empolguei na descrição, mas acho "troxa" o termo perfeito. Quem insisti em dar murros em ponta de faca é sim um perfeito troxa. O grande desafio é colocar um ponto final nisso tudo, pois o que se colhe de um comportamento digno de um troxa é óbvio: Apenas desgaste, frustração, expectativas, expectativas, expectativas... Em suma, sofrimento na certa!
Aí você pensa assim: Não, mas eu sei que futuramente tudo isso vai valer a pena!
Que vai! Vai valer nada! Ganhar pelo cansaço do outro não é um mérito! É um fardo! No primeiro obstáculo você será o grande culpado, além disso todas as situações subsequentes vão seguir nessa mesma linha... Não se trata de um relacionamento natural e reciproco, mas sim um relacionamento torto, forçado. No entanto, não descarto a possibilidade de dar certo, pode dar sim, mas eu particularmente não gosto de depender da sorte.
Hoje, confesso que ainda estou sob os efeitos ofuscantes da paixão, mas finalmente consigo enxergar que certas coisas não dependem de mim, estão além do meu controle, e não há mais nada que eu possa fazer que me possibilite assumi-lo, o máximo onde conseguiria chegar é exercer certa influência, que no frigir dos ovos é redundante, afinal ainda não será uma escolha minha. Complicado não é?!
Bem, apenas sei que quando esse momento de lucidez chega, nada melhor que tirar o máximo proveito dele. O mais difícil disso tudo é aceitar nossa condição e viver bem com ela. Aceitar de bom grado nossa condição e limites, quem sabe assim se amenizam o sofrimento, os excessos de expectativas, e todos seus derivados.
Tomara!
Assinar:
Postagens (Atom)


