Citação

"Só queria que você soubesse que tudo aquilo que aprendeu comigo não vai ser fácil de encontrar nos livros e em outros corpos sem direção... E não vai achar em nenhum lugar encaixe tão complexo assim! Quando a noite passar e tudo acabar, eu estarei aqui"
Strike
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quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quem ser? Eis a questão

"5 exercícios mentais para deixar o bumbum durinho". "O segredo natural para fazer as estrias serem expelidas pelo xixi". "Alga das cavernas profundas do Rio Nilo colhida em lua minguante de ano bissexto para acabar com as rugas". "Emagreça até 20kg com a dieta usada por Maria no pós-parto de Jesus".
Iiih, já passei da idade de acreditar que revistas têm alguma credibilidade! Prefiro seguir os conselhos da Mônica aos que estampam as tantas manchetes das bancas. Na verdade, quem me conhece bem sabe que não sou fã de conselhos e, por mais que às vezes até peça uma opinião, no fim das contas vou fazer o que já estava pensando mesmo.
Não é que eu seja egocêntrica ou individualista. Eu só tenho a plena convicção de que ninguém sabe melhor de mim do que eu mesma. Nem pai, nem mãe, nem parceiro, nem amigo e muito menos um bando de editoras que pautam sua ideia de beleza em um protótipo de mulher supostamente desejável de forma enlouquecida pelos homens. Aliás, eu sempre achei uma contradição tremenda que uma revista feminina concentre tantos esforços no sexo oposto.
"Como conquistar o homem dos sonhos?" Pedindo pra ele descer das nuvens e conversando com ele de igual pra igual, talvez? Não! "Evite comer massas antes do encontro para a barriga não ficar estufada. Dedique sua tarde à academia, por via das dúvidas. Depois vá para casa, esfolie a pele para ficar bem macia, escolha sua melhor roupa, capriche na maquiagem, escove o cabelo, esteja pronta no horário, elogie tudo que ele fizer, sorria independente de qualquer coisa, banque a boazinha e, no final, transe dependurada no lustre do quarto de motel." Fala sério! Ser vaca de leilão dá menos trabalho pra ser escolhida.
A questão que sempre me vem à cabeça é que nunca me perguntaram como EU me sinto em relação a mim mesma. E se eu quiser sair pro encontro com o fulano usando meu jeans batido, rosto lavado e meu cabelo de todo dia? E se o cara for um completo imbecil e eu falar isso pra ele? E se a comida do restaurante para onde ele me levou estiver horrível e eu sugerir de a gente comer um dogão na esquina? Não posso porque vou estar assassinando a Barbie e seus sonhos de dominar o mundo com seu estilo plástico e osso?
Um cara que me dispensasse por eu não seguir este modelo de mulher perfeita estaria me fazendo um elogio. Ser perfeita deve ser muito chato e eu odeio imaginar a hipótese de que possa estar matando alguém de tédio. Na verdade, dá até pra usar isso como teste de masculinidade. Afinal, homem com selo do Inmetro não assusta com estria, não broxa com celulite e não repara em culote. Homem certificado gosta de mulher e ponto.
Antes de terminar o texto, só queria deixar um conselho, afinal, não sou boa de seguir, mas sou boa de dar (sem duplas interpretações). Se algum dia você tiver que escolher entre ser uma mulher Barbie ou Mônica, lembre-se que, embora baixinha, dentuça e gordinha, a Mônica nunca precisará dividir suas roupas com o Cebolinha.
Tetê Magnani

quarta-feira, 17 de junho de 2015

"I am Mine"

(Pear Jam)


Ok, senta aí. Vou te explicar. Sei que devia ter feito isso desde o início com a clareza que falo agora. É um defeito meu, acabei de crer. Você não é o primeiro e nem o segundo com quem eu tenho que voltar neste assunto. Acontece, meu bem, que você não é a prioridade da minha vida. Desculpa, mas esta é a realidade nua e crua. Você caiu meio de pára-quedas em um território em desenvolvimento. Chegou e fez diferença. Não só fez parte do cotidiano, como impulsionou o meu crescimento, com todas a sua experiência, gostos e ideologias. Aprendi muita coisa que encheu minha bagagem para seguir viagem, agora sem você. E isso não é porque você não me agrega mais nada. Até acho que poderia agregar, não sei. O problema é que você não entendeu que este território já tem presidente. Estava tudo ótimo enquanto você entendia que era um colaborador. Poderia até assumir a vice-presidência por mérito, mas você queria todo o controle da situação. Seus ciúmes, sua necessidade frequente de atenção, suas regras de bom relacionamento, sua mania de achar que sabe mais que todo mundo. Isso e mais um pouco foi o que me fez sacar as suas intenções. No fim das contas, o propósito era me enquadrar nos seus planos de vida e não construir um nosso, em que o consenso estabeleceria a viabilidade de um plano conjunto. Fato é que eu não estou disposta a abrir mão do meu planejamento de vida, minuciosamente pensado desde que ganhei poder para decidir lá em casa se preferia Toddy ou Nescau. Nem por você e nem por ninguém. Mas eu poderia readequar prazos, flexibilizar os meios e até mesmo contextualizar os fins, para fazer parte dos seus. Eu tomaria seus projetos como meus, em uma parceria que só geraria prosperidade para nós dois. Eu toparia servir de impulso e porto seguro pra você. Eu me disporia a lutar lado a lado, de braços dados, até quando precisasse servir de retaguarda ou de linha de frente. Mas você quis me dominar para tudo sair da melhor forma que lhe conviesse. Muita pretensão, meu amor. Minha carreira, minha vida pessoal, minha caminhada acadêmica e meus sonhos de lazer foram definidos muitos antes de você cogitar me conhecer, quem dirá fazer parte de mim. Agora, só me resta deixar os agradecimentos. Acho que todo mundo que passa na nossa vida soma em alguma coisa, mesmo quando tem a intenção de subtrair. Você não é exceção nem nisso. Obrigada, mas daqui pra frente, serei só eu, como nunca deixou de ser.

Tete Magnani

domingo, 14 de junho de 2015

Não preciso de muita coisa para ser feliz

Imagem do google

Casa na praia com uma rede calculadamente posta na varanda de frente para o mar. Uma taça de tinto suave enquanto vê os filhos correndo pelo corredor da cozinha e o cachorro brincando no quintal. Na garagem, a cabine dupla esperando pra cair na estrada com a família e tudo mais que foi conquistado, gota por gota de suor laboral. Um bom sonho de longo prazo. Pelo menos pra mim, que não tenho nem a escritura do meu quarto, paladar para destilados, mal mal um popular na garagem e a menor pretensão urgente de gerar prole. Enquanto os meios não são viáveis para concretizar esta imagem comum de felicidade, eu faço o que? Luto dia a dia, dando minha saúde como moeda de troca no meu trabalho, me privando de momentos de lazer (que serão muito gozados em alguns anos) e vendendo meus valores para a hierarquia corporativa do poder. Tudo isso em busca de uma conta bancária que me possibilite conquistar um estado de espírito pleno na meia idade. Não, pensando bem, não. É muito autossacrifício pra mim. Eu não preciso disso para garantir meu sonho de felicidade. Na verdade, eu nem tenho o sonho de ser feliz. Felicidade não é um objetivo de vida pra mim. É consequência do cotidiano. Na eterna tentativa de transferir a responsabilidade das suas vidas para fatores externos, as pessoas transformaram o sentimento em utopia. Enxergam-no como um objeto único, do qual só são dignas as pessoas adeptas do "fazer por merecer", obedecendo a valores morais e regras sociais. Caminham a vida inteira, numa obsessão insana de chegar a um destino que não existe: a felicidade absoluta e inabalável. E quando as pernas chegam à exaustão, encontram justamente o contrário: frustração, impotência e a persistente sensação de insatisfação. Não que eu não esteja suscetível a isso. Inclusive bato de frente com estes percalços emocionais o tempo inteiro. Aliás, nenhum mortal consegue fugir disso. Que bom! Porque a graça da vida é essa oscilação de estados de espírito, com altos e baixos extremos. E não quer dizer que isto nos torna meros agentes passivos das ações do acaso. Pelo contrário, quando aceitamos que não existe a invulnerabilidade ao que é negativo, encontramos uma brecha para estimular proatividade e combater com o positivo. E as armas são mais acessíveis do que todo mundo pressupõe. Elas estão penduradas na parede do cotidiano. O lance de ser feliz está em reconhecer o que te faz bem em cada acontecimento do dia a dia. Os mesmos que são banalizados sob o pretexto da rotina. São eles os responsáveis por minimizar, mesmo que ministrados em doses homeopáticas, o estrago de uma surpresa negativa. Quando se dá abertura para relaxar com um café no meio do dia, comemorar uma conquista pequena no trabalho ou rir de alguma trivialidade qualquer, não há humor perdido. Tenho orgulho de dizer que, em toda a minha vida, nunca me senti infeliz. Triste, insatisfeita, decepcionada, com certeza. Mas infeliz, não. Ainda que a minha felicidade esteja em uma casa de porão de um cômodo, com canções de violão no sofá, TV ligada no futebol das quartas e domingos, e uma barra de chocolate a tiracolo. Casas de praia, transporte tamanho família e filhos ainda são apenas adicionais supérfluos. 

Tetê Magnani

sábado, 9 de maio de 2015

Troco meu bolo de casamento por um brigadeiro de panela



Não gosto de glacê e nem de pasta americana. Apesar de ser muito bonito, elaborado e personalizado, sempre peca no sabor. Também não tenho louça de porcelana de luxo para fazer jus à essa perfeição estética. Sem contar o preço que estes engenheiros da confeitaria cobram pra levantar dois andares de isopor e um de bolo de verdade. E, mesmo assim, acaba sendo muita coisa pra duas pessoas. Minha geladeira é de solteiro e não cabem os restos. Ah, e sequer tenho espaço no móvel da sala para colocar os noivinhos, reproduzidos à minha semelhança em cabeções de biscuit. Em compensação, tenho um armário satisfatório de panelas, que suportaria tranquilamente empilhar mais uma. Ela teria um lugar reservado de fácil acesso para eu ter em mãos sempre que fosse receber uma visita credenciada a esquentar meu pé gelado, embaixo de um edredom em dia chuvoso. Desconheço alguém que não se renda a um brigadeiro nesta circunstância. Eu não só me rendo, como troco, sem pensar duas vezes, o meu futuro bolo de casamento por porções vitalícias de leite condensado com Toddy e manteiga. Ainda mando vestido de noiva, decoração da festa e convites de brinde para quem quiser entrar no negócio. Não me entenda mal. Não é que eu abomine casamentos. Só acho que o 'felizes para sempre', que segue o 'pode beijar a noiva', não é uma verdade absoluta. Cansei de ver solidão em casais oficializados pelos votos do matrimônio e união exemplar em outros, julgados por viverem na informalidade social. Mesmo sabendo que existem exceções (e este texto não é para elas), nunca fui adepta a fórmulas. Para mim, valem mais as experiências curtas e intensas, do que a estabilidade duradoura e fria. Essas mesmas, entre duas pessoas, que ficam cada vez mais escassas quando as regras do Manual de Instruções para Casados entram em vigor. Uma tarde de inverno, TV ligada na Sessão da Tarde e uma panela de brigadeiro quente para dois. Simplicidade que agrada ou trivialidade que irrita. Depende de quem interpreta. Desculpem-me os especialistas em bolos de casamento, mas, para esta solteira aqui, vocês jamais conseguirão superar o toque do chocolate queimando a língua de quem não aguentou esperar pra lamber a colher. Não há frutinhas exóticas, recheios com ingredientes selecionados ou uma massa leve como algodão doce que tire o meu prazer de detonar uma panela cheia de brigadeiro. Porque o que faz dele especial é justamente o fato de que poucos e simples itens são o necessário para produzir aquele sabor sensacional, degustável com prazer por todo mundo. Na minha concepção, ele é a incorporação gastronômica de como deve ser o amor. Fundamentado na essência de quem o compõe e não na estética do produto final, ostentável em redes sociais e mesas de almoços familiares. Seja dividido entre namorados, amigos coloridos, enrolados, ou quaisquer outros dentre os infindáveis tipos de relações, ele é a representação da única coisa que mantém os amantes conectados: o sentimento puro e cru. Função que uma aliança dourada e um contrato não têm conseguido desempenhar perfeitamente bem. E daí se ele tem potencial para ser efêmero? Quem se dispõe a degustá-lo tem a garantia de que fará bom proveito até a última colherada. Não importa a quantidade. Além do mais, a graça do brigadeiro está aí. Ele não sobra. Sempre é feito na medida para faltar e provocar reencontros. Mas não reencontros obrigatórios por imposição ou por consciência. Quem volta para mais panelada, volta porque quer. Sem neuras e sem responsabilidades. Volta porque curtiu a essência e não porque precisa da convenção. Simplória, eu? Talvez. Hum... Eu diria também: econômica, prática e um tanto egoísta, mas sonhadora. Afinal, que mulher não faz planos para o tão esperado dia de suas vidas? A diferença é que o meu troca o altar por uma viagem histórica pela Alemanha, bancada com os muitos reais que seriam gastos na recepção dos convidados. Acompanhada ou sozinha, não importa. Seria como uma lua de mel comigo mesma, mas menos doce que mel, e tão afrodisíaco quanto um casual e simples brigadeiro. 


Tetê Magnani

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desculpa, mas eu não sou sua princesa



Não uso coroa, não tenho um castelo e não pretendo me casar. Os filmes da Disney, que eu assistia quando era criança, só serviram pra me fazer ter certeza que eu não queria ser aquela figura patética que vê a vida passar em cima de uma torre. Na verdade, nem se eu quisesse, eu seria. Você deveria ter sacado quando viu que não me pareço esteticamente com uma. Enquanto você me esperava todos os dias com cabelo milimetricamente moldado em gel e roupas de marca exalando a melhor fragrância Dior, eu aparecia sem unha feita, cabelo seco ao vento e sem uma base no rosto. Não tenho tempo, dinheiro e nem disposição para mudar isso. Prefiro sair na rua igual uma mendiga atropelada por um bode para ter mais uma hora de sono, especialmente no inverno. Prefiro torrar meu dinheiro comendo o suficiente para não conseguir andar pelos próximos 30 minutos, do que fritando minha cabeça literalmente em um secador e metaforicamente com fofoca de salão. Sim, comia igual a uma vassala, inclusive na frente dos seus convidados. E ostentava com louvor meus culotes conquistados com duras semanas de quebras de dieta com chocolates de todas as espécies. Mas era melhor do que quando eu cismava de cozinhar um prato para comemorar alguma data comercialmente memorável e você esboçava, em semblante contraditório, o quanto tinha gostado. Eu nunca serei a Cinderela que sua mãe espera pra você. Além de não saber cozinhar, não domino a arte de varrer, não sei a diferença entre marca de sabão em pó, e minhas roupas saem mais amarrotadas do que antes de eu me dispor a passar. Ah, e tem a sua mãe! Vocês dois entravam em consenso com frequência ao meu respeito, não é?! Poderiam até me chamar para a discussão. Eu concordaria em grande parte, especialmente com o tópico que falava da minha falta de meiguice. Hoje, ofereço até provas. O quadro rosa que você me deu para pendurar no meu quarto preto e branco não sumiu. Eu dei ele de presente de 15 anos pra uma prima distante. Ah! Lembra do Fofinho, cachorro de pelúcia que você me deu já batizado? Eu chamava ele de Ares, quando você não estava perto. E quando sua mãe vinha me mostrar fotos suas de infância? Eu me segurava para não zoar seu cabelo ridículo que ela penteava ao estilo Zacarias, e me limitava falsamente a "Que gracinha! Parece um anjinho nessa versão miniatura! Tomara que nosso filho seja assim (e cresça longe de você)". Nunca vou esquecer quando ela ouviu o meu primeiro 'Puta que pariu!', dito com a boca cheia porque a TV parou de pegar na hora da reportagem sobre o Centenário da I Guerra Mundial. Soltei mentalmente um “puta caralho” quando soube que o filho duma quenga do seu primo tinha chutado a porra do fio daquela merda de televisão. Ainda bem que ela não lia mentes. Se lesse, travaríamos uma disputa telepática sobre o politicamente correto que ela defende e que eu, simultaneamente, abomino. E não foi uma reação desproporcional. Você sabe que eu adoro guerra. Até tinha que esconder os DVDs do “Bastardos Inglórios” e “Operação Valquíria”, pra me convencer a ver P.S Eu te Amo! E não me venha com hipocrisia. Embora reclamasse que eu tratava as nossas D.R's como estratégias de combate, adorava o cessar fogo, que só fazia explodir o que tinha sobrado de nossa integridade física. No dia seguinte, ainda quando você estava dormindo, eu levantava pé ante pé, para fazer o que encabeça minha lista de coisas indispensáveis: meu trabalho. Sim, o que paga mal e que ocupa meu tempo disponível para colher flores no bosque pra você. Mas o mesmo que me dava poder no inicio do mês de torrar o meu dinheiro sem te dar satisfação. Meu bem, eu não tenho vocação pra cuidar da casa e usufruir do salário alheio. Até porque, você não entenderia, como nunca entendeu, a minha necessidade de gastar metade dele com ingressos de jogos de futebol e não com lençóis de fio egípcio pra nossa cama. E não aceitava tampouco que o estádio é a minha independência do mundo, e que, se você não estivesse na arquibancada do meu lado, não ia receber a atenção que esperava. Da mesma forma que cobrava mais que monossílabos quando eu estivesse lendo uma análise esquerdista das eleições ou de mais um projeto de lei absurdo prestes a ser votado no Congresso. Fato é que você nunca aceitou muito bem a ideia de que a hipótese da aprovação da redução da maioridade penal me deixava mais apreensiva do que a de você sair com seus amigos depois de brigar comigo por algum motivo idiota. Bem que eu poderia recusar o seu convite para passar férias em Miami, para ficar aqui, na rua, com bandeiras em punho sem hora pra voltar pra casa. Não tinha jeito de dar certo mesmo. E a minha responsabilidade nesse desfecho de insucesso não é o fato de eu saber que não era a princesa que você achava e não ter te contado. A minha culpa é por não ter reconhecido que eu que não queria um príncipe. Eu queria o cavaleiro sem sangue azul. Que chega sujo em casa depois de um dia de trabalho. Que entende o que eu quero dizer, sem censurar minhas palavras. Que acha minha pipoca de microondas a melhor de todos os tempos. Que não enxerga minhas estrias e é autossuficiente para não precisar dos meus serviços de casa. Que tem espírito de luta e segura minha mão na batalha contra o conformismo. E, especialmente, que não acredita em estereótipos e muito menos em contos de fadas.

Tetê Magnani