Citação

"Só queria que você soubesse que tudo aquilo que aprendeu comigo não vai ser fácil de encontrar nos livros e em outros corpos sem direção... E não vai achar em nenhum lugar encaixe tão complexo assim! Quando a noite passar e tudo acabar, eu estarei aqui"
Strike

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Desculpa, mas eu não sou sua princesa



Não uso coroa, não tenho um castelo e não pretendo me casar. Os filmes da Disney, que eu assistia quando era criança, só serviram pra me fazer ter certeza que eu não queria ser aquela figura patética que vê a vida passar em cima de uma torre. Na verdade, nem se eu quisesse, eu seria. Você deveria ter sacado quando viu que não me pareço esteticamente com uma. Enquanto você me esperava todos os dias com cabelo milimetricamente moldado em gel e roupas de marca exalando a melhor fragrância Dior, eu aparecia sem unha feita, cabelo seco ao vento e sem uma base no rosto. Não tenho tempo, dinheiro e nem disposição para mudar isso. Prefiro sair na rua igual uma mendiga atropelada por um bode para ter mais uma hora de sono, especialmente no inverno. Prefiro torrar meu dinheiro comendo o suficiente para não conseguir andar pelos próximos 30 minutos, do que fritando minha cabeça literalmente em um secador e metaforicamente com fofoca de salão. Sim, comia igual a uma vassala, inclusive na frente dos seus convidados. E ostentava com louvor meus culotes conquistados com duras semanas de quebras de dieta com chocolates de todas as espécies. Mas era melhor do que quando eu cismava de cozinhar um prato para comemorar alguma data comercialmente memorável e você esboçava, em semblante contraditório, o quanto tinha gostado. Eu nunca serei a Cinderela que sua mãe espera pra você. Além de não saber cozinhar, não domino a arte de varrer, não sei a diferença entre marca de sabão em pó, e minhas roupas saem mais amarrotadas do que antes de eu me dispor a passar. Ah, e tem a sua mãe! Vocês dois entravam em consenso com frequência ao meu respeito, não é?! Poderiam até me chamar para a discussão. Eu concordaria em grande parte, especialmente com o tópico que falava da minha falta de meiguice. Hoje, ofereço até provas. O quadro rosa que você me deu para pendurar no meu quarto preto e branco não sumiu. Eu dei ele de presente de 15 anos pra uma prima distante. Ah! Lembra do Fofinho, cachorro de pelúcia que você me deu já batizado? Eu chamava ele de Ares, quando você não estava perto. E quando sua mãe vinha me mostrar fotos suas de infância? Eu me segurava para não zoar seu cabelo ridículo que ela penteava ao estilo Zacarias, e me limitava falsamente a "Que gracinha! Parece um anjinho nessa versão miniatura! Tomara que nosso filho seja assim (e cresça longe de você)". Nunca vou esquecer quando ela ouviu o meu primeiro 'Puta que pariu!', dito com a boca cheia porque a TV parou de pegar na hora da reportagem sobre o Centenário da I Guerra Mundial. Soltei mentalmente um “puta caralho” quando soube que o filho duma quenga do seu primo tinha chutado a porra do fio daquela merda de televisão. Ainda bem que ela não lia mentes. Se lesse, travaríamos uma disputa telepática sobre o politicamente correto que ela defende e que eu, simultaneamente, abomino. E não foi uma reação desproporcional. Você sabe que eu adoro guerra. Até tinha que esconder os DVDs do “Bastardos Inglórios” e “Operação Valquíria”, pra me convencer a ver P.S Eu te Amo! E não me venha com hipocrisia. Embora reclamasse que eu tratava as nossas D.R's como estratégias de combate, adorava o cessar fogo, que só fazia explodir o que tinha sobrado de nossa integridade física. No dia seguinte, ainda quando você estava dormindo, eu levantava pé ante pé, para fazer o que encabeça minha lista de coisas indispensáveis: meu trabalho. Sim, o que paga mal e que ocupa meu tempo disponível para colher flores no bosque pra você. Mas o mesmo que me dava poder no inicio do mês de torrar o meu dinheiro sem te dar satisfação. Meu bem, eu não tenho vocação pra cuidar da casa e usufruir do salário alheio. Até porque, você não entenderia, como nunca entendeu, a minha necessidade de gastar metade dele com ingressos de jogos de futebol e não com lençóis de fio egípcio pra nossa cama. E não aceitava tampouco que o estádio é a minha independência do mundo, e que, se você não estivesse na arquibancada do meu lado, não ia receber a atenção que esperava. Da mesma forma que cobrava mais que monossílabos quando eu estivesse lendo uma análise esquerdista das eleições ou de mais um projeto de lei absurdo prestes a ser votado no Congresso. Fato é que você nunca aceitou muito bem a ideia de que a hipótese da aprovação da redução da maioridade penal me deixava mais apreensiva do que a de você sair com seus amigos depois de brigar comigo por algum motivo idiota. Bem que eu poderia recusar o seu convite para passar férias em Miami, para ficar aqui, na rua, com bandeiras em punho sem hora pra voltar pra casa. Não tinha jeito de dar certo mesmo. E a minha responsabilidade nesse desfecho de insucesso não é o fato de eu saber que não era a princesa que você achava e não ter te contado. A minha culpa é por não ter reconhecido que eu que não queria um príncipe. Eu queria o cavaleiro sem sangue azul. Que chega sujo em casa depois de um dia de trabalho. Que entende o que eu quero dizer, sem censurar minhas palavras. Que acha minha pipoca de microondas a melhor de todos os tempos. Que não enxerga minhas estrias e é autossuficiente para não precisar dos meus serviços de casa. Que tem espírito de luta e segura minha mão na batalha contra o conformismo. E, especialmente, que não acredita em estereótipos e muito menos em contos de fadas.

Tetê Magnani

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Quando a paixão bate na porta.




É muito difícil encontrar palavras que possam descrever o surgimento de uma paixão. A sensação de estar apaixonada/o não deve ser um sentimento novo pra ninguém, mas confesso que há muito não sabia do que se tratava. Como maneira de defesa, talvez, nos colocamos numa redoma, onde ninguém pode ter acesso ao que se passa em nossa mente nem no coração, apenas o lado de fora é exibido, o divertido, tudo aquilo que não tem problema de ser transmitido para os outros. E aquela necessidade carnal é sempre suprida em festas, eventos sociais casuais, viagens, nada de muita relevância sentimental.

As coisas se complicam quando você se depara numa situação no qual toda sua estrutura, até então sólida, se mostra abalada e a ponto de sucumbir. São gestos simples, o convívio no dia a dia que aos poucos faz seu coração amolecer e sentimentos congelados começam a derreter como neve diante do fogo. É, no primeiro momento, assustador! "Será que é isso mesmo? Não, é só mais um truque ordinário do destino. Devo alimentar minhas esperanças? Não, só vou sofrer e me decepcionar mais uma vez. Vale o risco? Não, melhor continuar incompleta/o, porém me divertindo...". Nossa como nossa mente é programada pra infelicidade! Tudo não, não, não! A simples possibilidade de um SIM é devastadora. E assim o tempo vai passando, e cada vez mais as coisas se complicam para o coração aflito... Digo com certeza que SEMPRE VALE O RISCO, afinal o que seria da nossa vida e escolhas sem a atitude de tentar? Acreditar em si mesmo, ter fé nas pessoas e buscar a felicidade - não é nada fácil, mas surpreende pela simplicidade, trata-se apenas de coragem! O SIM dá medo, mas se permitir é o mínimo! 

"Tão natural quanto a luz do dia."
Charlie Brown Jr.

Ruth Cecily

quinta-feira, 9 de abril de 2015

A razão para você ainda não ter encontrado sua alma gêmea...



...É simples: ela não existe. E não é porque ela ainda não nasceu, ou porque vocês não se encontraram, ou porque ela está com outras prioridades no momento. Ela não existe agora, não existiu no passado e nem vai existir no futuro. Desculpe desiludir o seu lindo sonho de infância de conhecer a pessoa predestinada para você desde outras encarnações. As teorias de alma gêmea, amor da vida, pé e sapato, metade da laranja e tampa da panela foram criadas para transferir para o tão atarefado Deus mais uma responsabilidade que o ser humano se acha incapaz de cumprir sozinho: encontrar outro que o faça feliz. 

Com fórmulas prontas tudo fica mais fácil. Basta esperar que o destino coloque em sua vida o alguém que vai aceitar todos os seus ataques de stress matinais, achar sexy o seu desleixo com a aparência, conviver bem com sua mãe emocionalmente instável e que não vai ligar de percorrer a distância do Oiapoque ao Chuí para te ver. Aliás, ele vai amar fazer isso, afinal estamos falando de um sentimento incondicional. Ninguém sabe de onde, como e porque veio, mas sabe que as partes afetadas serão felizes para sempre por causa dele. 

Você está perdoada de ter acreditado nesta história até completar seus quinze anos, quando usou um vestido em formato de bolo para se sentir a Cinderela no seu baile. No dia seguinte, quando acordou e percebeu que não existiam abóboras, sapatinhos e castelos, já deveria ter caído na real de que esta teoria é falha. Você nunca achou estranho o fato de o príncipe ter pedido a Cinderela em casamento apenas baseado em um pequeno instante de troca de olhares? Ou de o Phillip ter acreditado em três fadas, que o usaram como bode expiatório para limpar a merda que fizeram, enfrentando um dragão para salvar uma conhecida camponesa que pegou no sono? E de o príncipe da Branca de Neve ter se apaixonado a ponto de beijar um cadáver só porque cantarolou com ela uma cantiguinha barata de amor? Não? Pois procure um psicólogo.

Enquanto nas mãos de Walt Disney, eles são os estereótipos desta teoria de alma gêmea, na vida real eles não passam de um carente desesperado para casar, um bobo influenciável e um necrófilo. Eu, pelo menos, correria maratonas de distância dos três. Esta incondicionalidade não faz o menor sentido para mim. Porque o 'gostar' e o 'não gostar' são consequências. Eles só podem existir se houver motivo/condição. Eu não gosto de jiló porque é muito amargo e gosto de chocolate ao leite porque é doce na medida aceitável do meu paladar. Para gostar de pessoas é a mesma coisa. É necessário conhecer. Eu não confiaria em alguém que se declarasse apaixonado por mim sem antes se assustar com meus defeitos ou admirar minhas qualidades. Um cara desses se desapaixonaria e arrumaria outra com a mesma facilidade. O conceito de personalidade cairia por terra. Pra que ter particularidades pessoais se elas não são quesitos de atração? É mais prático todos seguirem um padrão. 

Nesta história toda de alma gêmea, existe tampouco o que eu acho fundamental em relacionamentos: o poder de escolha. Ora, e se o destino simplesmente resolve que o amor da minha vida é um serial killer de esposas, ao estilo Barba Azul? Eu teria que aceitar e esperar pela minha morte? Não, meus amigos. Se tem uma coisa da qual eu não abro mão é de optar pelo que acho melhor para mim. Gosto de ser a senhora da minha vida ao invés de deixar meus planos nas linhas escritas de um livro imaginário. Avalio prós e contras, vantagens e desvantagens, bônus e ônus, qualidades e defeitos e o que mais for preciso para me envolver com alguém. E isso não quer dizer que faço tudo de forma racional. Meu coração, ou sei lá que parte de mim é responsável pelo 'gostar', é seletivo por natureza, de acordo com o ambiente em que vivo, a educação que tive, a cultura na qual estou inserida. 

E o melhor nisso tudo é que este poder de escolha endossa uma das maiores convicções que tenho: ninguém é insubstituível. Ninguém é bom o suficiente para não ter seu lugar ocupado por outro. As pessoas são diferentes. Ainda bem! Suprem e faltam em coisas diferentes. Relacionamento é feito por duas pessoas (que me perdoem pela generalização os mais modernos) e o resultado nunca é igual. Ou seja, se você juntar o vermelho com o amarelo, o produto será laranja. Mas, embora seja o mesmo vermelho, quando misturado com o azul, o resultado será outro. Ainda bem também! Porque viver em um mundo monocromático é chato, sem graça, não te permite formar bagagem e evoluir em sequência. 

O que falta, na minha mera opinião de solteira, mas convicta, é as pessoas tomarem as rédeas de seus planos e irem a campo de batalha para executá-los. Sair da inércia de esperar que os outros, divindades, estrelas, o destino ou o universo definam desfechos em suas vidas. É não esperar, como dito nas primeiras linhas deste texto, o alguém que lhes faça feliz, mas conquistar o alguém capaz de tornar sua luta diária mais prazerosa.

Tetê Magnani

terça-feira, 31 de março de 2015

MENOS RÓTULOS, MAIS SENTIMENTO


Relacionamento deveria vir com informações explícitas sobre seu uso. Uma espécie de tabela nutricional com a descrição fiel da quantidade de ciúme, carência, mau-humor, manias, racionalidade, passionalidade e demais fatores inerentes a seres humanos em convívio. Logo ao lado, para que a correlação fosse feita de forma prática e sem deixar dúvidas, uma lista dos ingredientes usados para chegar ao produto final: número de ligações diárias, o tanto de ex-namorados solteiros, dose de saídas com amigos, disposição financeira para gastar em encontros, estimativa de DR's permitidas, e a proporção de foda selvagem e sexo com amor. Na frente, a quantidade em meses que irá durar, para ser acompanhada junto com a embalagem transparente que não deixa dúvida de que a relação já está no final. Em cima, o nome do fabricante, afinal a procedência é fundamental, considerando que um fornecedor pode arrasar com uma compra pelo simples fato de não querer entregar o produto conforme o combinado. E bem no meio, ocupando 90% do espaço restante, uma foto tratada em última versão do Photoshop para convencer que, mesmo se as calorias ofertadas de encheção de saco forem mais altas que o disposto pelas partes a consumir, vale a pena tentar pelos olhos verdes e o sorriso safado.
Isso garantiria o fim do sofrimento, das noites mal dormidas, dos nós na garganta, das explicações de término para familiares e um novo rótulo para você: o de eterno mal comido. E quando eu uso este termo, não me refiro só a sexo e nem ao gênero feminino ou qualquer outro que não goste de meter. O mal comido é qualquer pessoa que está eternamente insatisfeita com relacionamentos, porque deixa de viver a essência para burocratizar o sentir. Para ele, importa menos o produto que está sendo adquirido e mais o rótulo social que estampa os perfis do Facebook numa tentativa de afirmar a boa compra. É aquele que cresceu, não desacreditou em contos de fadas e estabeleceu como um dos principais objetivos de vida recrutar alguém para ocupar o posto de príncipe/princesa.
Com o encarte em mãos, naturalmente esta categoria é atraída pela primeira impressão do belo, depois é que o custo-benefício é pesado. Nesta segunda etapa, levantam-se informações como vida útil, função, se é de primeira ou segunda mão e demais especificidades da vida do indivíduo que nunca correspondem à realidade. Uma seleção superficial de pretendentes, baseada em opiniões de ex e potenciais consumidores. E é aí que está o erro, pelo menos na minha concepção. Nada de conhecer o outro a fundo, indo in loco e abusando do empirismo dos encontros sem compromisso. Nada de test-drive! O mal comido paga para ver. E paga caro pelo título de casado e, em breve, pelo de divorciado.
Você, assim como eu, provavelmente deve conhecer alguém que troca de namorado(a) igual troca de roupa e nunca entende porque suas relações não vão para frente. Sou capaz de apostar que antes de atestar se o outro tem atributos íntimos em tamanho nano, cicatrizes adquiridas em alguma briga por ciúmes, ocorrência por pequeno furto,ou nome vitalício no SPC, esta pessoa já está se imaginando sendo feliz para sempre deitada de conchinha assistindo Domingão do Faustão e comendo uma pizza. Antes de a massa do bolo, feita com todos os ingredientes que ela considera ideais, ficar pronta, ela já está escolhendo a fôrma social para padronizar o relacionamento! O resultado é um bolo bonito para impressionar os amigos no Instagram, mas com um gosto horrível suportado pelo casal até quando o estômago aguentar. 
Eu pergunto: qual é a lógica disso? As pessoas se dispõem a viver relações infelizes para se encaixar em um padrão de felicidade social. Para mim, esta é a maior incoerência do ser humano do mundo contemporâneo, onde, teoricamente, temos liberdade para sermos quem quisermos. Eu sou adepta ferrenha da abolição dos rótulos. Um status de enrolado, amizade colorida, namorado, noivo, casado, divorciado ou o diabo à quatro, nunca foi e nunca será capaz de descrever o que é o meu sentir. Porque estas coisas não são mensuráveis, são apenas vividas. Sou militante do relacionamento sem compromisso, aquele que acontece porque existe sintonia, química e desejo. Em que não há regras e responsabilidades moralmente aceitáveis, senão as que ambos instituem em consenso. Circunstância na qual o sentimento não tem limites, escalas ou barreiras que não sejam o respeito e a consideração.
Eu sou a favor do descompromisso com tudo que burocratize o que é para ser sentido. No meu relacionamento ideal, os encontros semanais seriam substituídos pelos encontros motivados pela vontade de ver o outro. As comemorações de datas comerciais e aniversários seriam deslocadas no calendário para os dias em que ambos estivessem dispostos a fazer alguma coisa de diferente simplesmente porque deu vontade. As alianças e flores seriam trocadas pelo conforto de um abraço em um momento ruim. Os encontros com os amigos seriam menos demonizados e mais frequentes. Os sonhos individuais, quando não pudessem ser vividos junto, seriam incentivados e apoiados, sem gaiolas ou podas egoístas e vaidosas.
Particularmente, não tenho a menor pretensão de assumir um relacionamento sério por um bom tempo. Acredito que este será o meu posicionamento até que alguém me prove o contrário. A receita é simples, se dispor a me conhecer a fundo, sem pressões e padrões. Errar erros reais e não pisar em ovos para corresponder a um perfil. Pagar pelas qualidades e pelos defeitos, com o que vier de brinde. E estar ciente que, se não for o que EU espero, não terá lugar na minha prateleira, afinal, eu só confio na garantia atestada pelos meus próprios sentidos.
Tetê Magnani

quinta-feira, 12 de março de 2015

Procura-se um amor acostumado a tomar danoninho sem colher


Costumo dizer que tudo nessa vida tem uma utilidade. Das melhores às piores experiências, sempre é possível tirar algum proveito em termos de aprendizado. Você não podia nem imaginar, por exemplo, que a sua luta quase que diária para tomar aquele danoninho sem colher, que te fazia lambusar todo antes de ir pra escola, era um treinamento intensivo para promover orgasmos múltiplos femininos. O mesmo se aplica às gelatinas de copinho das festinhas de aniversário colocadas ali por mães práticas, porém sensatas, que queriam ver as noras sendo felizes na posteridade. Aaaaai, os diplomados nesta prática... Deveriam andar com o certificado pendurado no pescoço para facilitar a seleção de bons partidos de cama. Quantas decepções não poderiam ser evitadas? Muitas! Sim, passamos horas dolorosas, pelo menos de 15 em 15 dias, mantendo a depilação perfeita para homens que são incapazes de nos presentear com uma chupada, no mínimo, digna de compensar o dinheiro gasto. E não me venha com esta história de que esta não é a parte principal do sexo. Se você é do tipo que desce para o play e só brinca em um brinquedo, não me convoque para a próxima vez. A arte da boa chupada deveria ser instituída por lei como obrigatoriedade para ser apreciada sem moderação. O segredo do sucesso? Bem mais simples que o imaginado. Assim como tudo que se faz na vida, depende mais de duas coisas do que de talento nato: "fazer com gosto" e treino. O mundo do oral, com o perdão do trocadilho, não admite nada 'meia boca'. E quem gosta de fazer parte dele, contribui para a humanidade com maestria. Mas os que se dispõem a melhorar a técnica merecem de Prêmio Nobel a um lugar no Olimpo. Cobaias não faltam, eu garanto. Mulheres conversam entre si e deixam escapar detalhes do sexo. Como uma boa chupada é unanimadade entre elas, se o cara for bom, acaba funcionando como um imã. Só que pra isso, velhos ensinamentos dos filmes pornôs de quinta que ele assite devem ser excluídos para sempre do seu Manual de Práticas do Pseudo-comedor. O desejado título de fodão não virá com chulas lambidinhas, ou com a tentativa de cavar um buraco até o Japão, ou tocando insistentemente a campainha na expectativa que atendam mais rápido. A boa recompensa para um sonoro "Me chupa!" ao pé do ouvido é um serviço caprichado e sem restrições. Aquele que nos faz contorcer ao primeiro toque de uma língua quente e molhada em cada área a ser explorada. Aquele que faz arrepiar com o contato das mãos passando pelo corpo. Aquele que deixa as pernas trêmulas, enquanto varia os movimentos entre suavidade e intensidade. Aquele que nos faz esquecer o mundo lá fora em meio à sinfonia de nossos gemidos. Aquele que nos faz buscar nos cabelos dele, entrelaçados em nossos dedos, apoio para não perder o controle, que já foi perdido há muito tempo. Ai, ai! Sim, meu amigo, este é dom do PhD em não precisar de uma colher pra buscar a última gota de danoninho do pote. A diferença agora é que ele é recompensado com aplausos calorosos de uma platéia insandecida. O próximo passo, ele sabe fazer bem...


um excelente autor!

terça-feira, 13 de maio de 2014

Breaking The Habit!


Quebrando o hábito!


Essa música não poderia ter vindo na minha cabeça em momento mais conveniente que esse! 


Sabe quando você descobre que é disso que você precisa em todos os aspectos da sua vida?!

Quebrar os hábitos! Se renovar, virar a página, move on!!

Sempre que nos vemos caindo, é porque nossos hábitos se tornaram velhos, e destrutivos. A confortável posição de não sair do lugar, viver a vida do modo como ela nos apresenta, sem buscar nada além, sem preocupar com a saúde (física, mental, emocional, espiritual...), simplesmente esperando o encontro com a morte. Não dá!


Velhos hábitos, velhas apostas, velhos sentimentos, que perduraram por tempo demais, e você não vê a hora de tudo mudar, mas não tem coragem o suficiente, porque "desse jeito ta bom, dá pra viver assim por um tempo ainda." POR QUANTO TEMPO? Não dá pra viver assim nem mais um minuto!!


Dê abertura a novos hábitos, novas apostas, novos sentimentos! Saia da confortável posição de esperar, saia da inércia, permita-se!!!! Não tenha medo de mudanças!


Não pense que tem tanto a perder, pense no tanto que tem a ganhar! 
Não pense no tanto que poderá sofrer, pense no quão pode ser compensador e libertador!
Não pense que o que está ruim pode piorar, pense que todo avanço, todo movimento só pode ser benéfico!
Não pense !!!

Chega! Coloque um basta em tudo aquilo que anda te consumindo, em tudo aquilo que anda te fazendo mal, impedindo sua felicidade, simplesmente coloque um fim! Tenhamos maturidade e discernimento para distinguir aquilo que vale a pena lutar daquilo que nos engana... 

Tente se renovar! Tente um novo ponto de vista, tente!

Mas lembre-se que isso não significa esquecer o que passou, pelo contrário, devemos valorizar! Toda experiência é enriquecedora para nossa vida, serve de aprendizado e crescimento! Mas quando chega a hora de mudar, não exite, não relute, siga seu caminho! u.u''



quarta-feira, 26 de março de 2014

A vida não tem definição...


"A vida não tem definição - ela simplesmente é um milagre, independente da forma como ela se apresenta"

(adaptado de S.O.S Mulheres ao Mar)

"Pode não haver destino, mas há por certo decisão"






"Pode não haver destino, mas há por certo decisão"

(autor desconhecido)


Particularmente não gosto da ideia de que existe o destino. É um pensamento muito romântico da vida. E cá para nós, a vida não é nada romântica. 

Pense bem, se houvesse realmente destino até nossas próprias decisões de certa forma seriam pre-definidas, pelo além talvez, não por Deus, pois Ele nos criou e nos presenteou além do Dom da vida, com o livre-arbítrio, mais uma evidência que pode não existir esse lance de destino. Hoje vejo tal ideia como uma espécie de esperança, de que a felicidade nos aguarda no futuro... E mais uma vez caímos numa contradição. O futuro não existe. Ele nunca vai chegar, afinal vivemos sempre o presente, e o futuro nada mais é que o presente do nosso passado, ou seja vivemos hoje no presente, e esse presente um dia foi o futuro do nosso passado! Parece confuso mas existe uma lógica! O que quero dizer com tudo isso é que não devemos simplesmente acreditar no destino e esperar nosso encontro com a felicidade futura! A oportunidade de se buscar a felicidade é agora.

E para se alcançar essa felicidade? O que fazer? Ahh... Viver! 

"O que faz você feliz? 
Você feliz o que que faz?
Você faz o que te faz feliz?
O que faz você feliz você que faz!"

As vezes confundimos felicidade com a realização de nossos desejos. Podemos satisfazer uma vontade, mas no fim, não nos sentirmos felizes. Ou se sentirmos, dali a pouco essa "felicidade" já passou. 

Felicidade deveria ser uma constante... Talvez seja, mas hoje aprendi que não existe uma fórmula mágica para se alcançar a felicidade, e nunca saberemos se somos realmente felizes, mas devemos sempre tentar!


Ruth Cecily


terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Welcome to 2014

Reparei que não houve uma reflexão escrita para a passagem de ano - 2012 para 2013. Mas se reparar a reflexão do ano de 2011 para 2012 foi tão completa que serviu para 2 anos! xD (nada modesta!) 

Estava relendo essa publicação e puxa vida, repito as mesmas palavras e ainda com mais convicção! http://terapiademarmanjo.blogspot.com.br/2011/12/nao-recomeco-mas-sim-renovacao.html

Contudo, é de praxe dar um ar mais atual as reflexões de fim de ano, afinal, por mais que seja uma ocasião periódica, cada ano é um ano!

Iniciemos comparando uma foto nossa do inicio do ano com uma recente. Vamos observar nossas mudanças físicas. Refletindo sobre elas, acabamos nos remetendo a nossas mudanças de conceitos, opiniões, e até mesmo atitudes propriamente ditas. O antes e o depois é o retrato nítido das nossas mudanças, da qualidade da nossa saúde e das nossas relações conosco mesmos e com os outros. Pensando nos outros, reveja todas as fotos ao longo do ano.
Quem foram...
Seus companheiros de luta nessa etapa de sua vida?
Os companheiros de farra?
Os colegas de trabalho?
Os amigos verdadeiros?
Os amores?
Os horrores?
Os que permaneceram e os que partiram?
Os que não chamará mais de amigo?

Os novos amigos?
Quem foram as pessoas que estiveram de alguma forma presentes em sua vida?

Pense em todas elas com carinho - pois de alguma forma elas fizeram parte da construção do seu ser. A contribuição das pessoas em nossas vidas, tanto as positivas quanto as negativas fazem parte da construção do nosso caráter.   

Agora pensemos em nossas metas e objetivos traçados no ano anterior.
Os cumprimos? 
Quais deles não foram realizados?
Quais ainda podem ser considerados relevantes, e quais já não importam mais?

E logo tracemos nossos novos rumos!
E acima de tudo - coloquemos Deus no comando de toda nossa vida! Deixemo-nos ser guiados pela sua magnitude e imensa bondade! Sejamos humildes de coração como Ele, e vamos tentar sempre ser pessoas melhores, mais humanas!

Meu desejo hoje para todos nós é uma vida digna - repleta de toda saúde e paz! O resto conseguimos por consequência...

Feliz 2014!
Palavra chave do ano - ALEGRIA